Desde sexta-feira, Turquia já deteve mais de 7.500 pessoas

Ancara, 18 jul (EFE).- O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, afirmou nesta segunda-feira em discurso na TV que até o momento foram detidas mais de 7.500 pessoas, após o fracassado golpe de Estado de sexta-feira passada, entre elas 6 mil militares, 100 policiais, 755 juízes e promotores, assim como 650 civis.

Conforme o último balanço, 208 pessoas que resistiram ao golpe morreram, entre elas três soldados, 60 policiais e 145 civis, enquanto 1.491 pessoas ficaram feridas. Além disso, 24 soldados golpistas faleceram e 50 ficaram feridos, segundo o primeiro-ministro, que voltou a responsabilizar o clérigo e escritor Fethullah Gülen, que vive nos Estados Unidos, pela tentativa de golpe.

Segundo Yildirim, existem funcionários nos ministérios que se uniram à conspiração golpista.

"Começamos a limpar o sistema", disse o primeiro-ministro e precisou que foram suspensos já mais de 10 mil funcionários de diferentes ministérios.

Só do Ministério do Interior, 8.777 empregados foram expulsos, principalmente policiais e guardas, enquanto das demais pastas 1.500 foram suspensos.

"Estes números vão subir", enfatizou o primeiro-ministro perante a imprensa.

Sobre o crescente debate sobre a pena de morte, Yildirim amenizou um pouco as declarações feitas nas últimas 48 horas e reconheceu que, apesar do governo precisar consideram as reivindicações do povo, é preciso decidir com cautela.

"O Parlamento deve debater este assunto. Não podemos dizer nem sim nem não antecipadamente", afirmou ele.

Já sobre a exigida extradição de Fethullah Gülen dos Estados Unidos à Turquia, Yildirim anunciou que o Ministério da Justiça enviará toda a documentação necessária a Washington. Ele destacou a amizade estratégica e a profunda relação entre ambos os países, mais deixou claro seu mal-estar pela insistência dos Estados Unidos em receber mais provas sobre Gülen.

"Se o líder que orquestrou tudo isto está claro e seus amigos ainda te pedem evidências, então poderia questionar nossa amizade", advertiu o primeiro-ministro.

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