Mais de 900 civis morreram pela violência nos três últimos meses em Aleppo

Beirute, 18 jul (EFE).- Pelo menos 914 civis, entre eles 204 menores e 143 mulheres, morreram pela violência na cidade de Aleppo, a maior do norte da Síria, nos três últimos meses, segundo dados publicados nesta segunda-feira pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Desses mortos, pelo menos 450 perderam a vida em bombardeios em diferentes bairros da cidade, como o de Al Kalasa, Al Mogair, Al Firdus, Al Sajur, Al Muasalat, Al Marye, Bab al Neirab, Tariq al Bab e Ashrafie, entre outros.

A ONG acrescentou que outras 74 pessoas morreram por disparos da artilharia das forças governamentais contra distritos em poder de grupos armados opositores, como Karam al Turab, Al Ameriya, Aquiul, Al Sajur e Bustan al Qasr.

Além disso, 353 civis morreram pelo impacto de projéteis de fabricação caseira, foguetes e bujões de gás lançados por facções islâmicas e rebeldes contra zonas controladas pelas autoridades, como Al Aziziya, os bairros assírios novo e antigo, Al Suleimaniya, Al Yamilie, Al Midan e Al Ramusa, entre outros.

Outras 23 pessoas morreram de forma similar na área de Al Sheikh Maqsud, de maioria curda e em mãos da milícia curdo-síria Unidades de Proteção do Povo (YPG, em sua sigla em curdo), por ataques de organizações islâmicas e insurgentes.

A estes mortos se soma um civil que morreu por disparos de um franco-atirador no bairro de Zabdiye; e sete pessoas que faleceram por uma explosão originada pela queda de uma bomba em uma fábrica de munição em Al Sukari.

Além disso, seis civis perderam a vida por disparos das Forças da Síria Democrática (FSD), uma coalizão armada curdo-árabe, no chamado caminho de Castelo e no bairro de Al Helik.

O Observatório acrescentou que durante este tempo cerca de 5,7 mil pessoas ficaram feridas.

Desde 22 de abril, a cidade de Aleppo e sua periferia sofreram um aumento das hostilidades.

Ontem, o Exército tomou o controle do caminho de Castelo, a única via de provisões que ficava aos bairros do leste de Aleppo, sob domínio opositor, embora a estrada estava intransitável há dias pela violência.

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