Suposto líder da tentativa de golpe na Turquia confessa "intenções golpistas"

Istambul, 18 jul (EFE).- O general Akin Öztürk, ex-comandante das Forças Aéreas da Turquia e suspeito de ser o líder da tentativa de derrubar o governo, confessou à procuradoria que agiu "com intenções golpistas" na rebelião militar de sexta-feira, segundo informou a agência "Anadolu".

Öztürk, detido no sábado, foi levado nesta segunda-feira ao tribunal junto com outros 20 generais sob o pedido de prisão preventiva, com semblante visivelmente abatido e com uma proteção na orelha direita.

Anteriormente havia sido informado que o ex-comandante tinha negado qualquer envolvimento na tentativa de golpe militar malsucedida.

Os veículos de imprensa turcos começaram a especular no domingo que Öztürk, principal responsável das Forças Aéreas até agosto do ano passado, era cotado para ser o novo chefe do Estado-Maior se a tentativa golpista desse certo.

Após deixar as Forças Aéreas, o militar de 64 anos foi incorporado ao Conselho Militar Supremo, o órgão militar que determina, entre outras questões, as promoções.

Necdet Özel, que foi chefe do Estado-Maior até agosto, disse à imprensa turca que nunca percebeu que Öztürk tinha intenções golpistas, já que, caso tivesse notado, o teria destituído.

A polícia deteve 103 generais e almirantes das Forças Armadas turcas sob a acusação de estarem envolvidos na tentativa de golpe militar.

O número representa quase um terço dos 356 generais e almirantes que compõem a cúpula das Forças Armadas turcas. Entre eles se encontram os comandantes dos 2º e 3º Exército das forças terrestres.

Os militares são acusados de "conspiração para trocar a ordem constitucional pelas armas", "resistência armada contra a autoridade", "criação de uma organização armada" e, em alguns casos, de "conspiração e realização de um ataque ao presidente".

Entre os militares com categoria de general, 16 pertencem às Forças Aéreas, 15 são almirantes da Marinha e seis fazem parte da Gendarmaria, segundo a lista completa de nomes publicada pela "Anadolu".

Ao todo, 6.023 militares foram detidos, de acordo com os últimos números divulgados pelo primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim.

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