Hollande estuda prolongar estado de emergência por mais três meses

Lisboa, 19 jul (EFE).- O presidente da França, François Hollande, afirmou nesta terça-feira que pode prolongar o estado de emergência por mais três meses, até um total de seis, e afirmou que sua prioridade é garantir a segurança dos franceses.

"Quando ocorreu o ataque (de Nice), que ainda não sabíamos se ia ter réplicas, era minha responsabilidade, do governo e do parlamento franceses prolongar o estado de emergência por três meses. Ainda estamos pensando em outros três meses de prolongamento", manifestou em entrevista à imprensa durante uma visita a Lisboa.

O presidente francês garantiu que sua prioridade é "proteger os franceses e depois os europeus", mas disse que em nenhum caso aprovará medidas que irão contra a Constituição francesa.

Hollande declarou o estado de exceção após os atentados de Paris de 13 de novembro de 2015, nos quais 130 pessoas morreram, e na mesma manhã do ataque em Nice assegurou que o levantaria na data prevista, em 26 de julho.

"Não buscaremos outras medidas contrárias à ordem constitucional, que poderiam deixar a França em uma situação fora do marco democrático", disse Hollande, que acrescentou que seu dever também é assegurar "as garantias constitucionais da França".

O chefe do Estado francês promoveu "a defesa e a segurança das fronteiras não para retroceder, mas para viver em conjunto" e agradeceu o apoio que sempre prestado por Portugal.

"O terrorismo quer nos separar, querem criar medo e nos dividirmos como nação. Temos que estar juntos", disse, considerando que é possível proteger o país sendo conscientes de valores como a liberdade.

Hollande destacou que, embora o problema do terrorismo afete muitos países, a França está sofrendo mais que outros porque é o símbolo da liberdade e da democracia.

"Por isso nos atacam, porque encarnamos esses valores", afirmou.

A visita a Lisboa é a primeira viagem ao estrangeiro de Hollande após o atentado de quinta-feira em Nice, que deixou 84 mortos e 303 feridos e lhe obrigou a encurtar sua estadia em solo luso.

Após um encontro com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, o chefe do Estado francês foi à residência oficial do primeiro-ministro luso, António Costa, com quem compartilha filiação política socialista.

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