Melania Trump diz que seu marido está "pronto" para ser presidente dos EUA

Cristina García Casado.

Cleveland (EUA), 18 jul (EFE).- A esposa do virtual candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Melania Trump, garantiu nesta segunda-feira que seu marido está "pronto" para "servir e liderar", em um discurso na Convenção Nacional do partido em Cleveland (Ohio).

"Meu marido está pronto para liderar esta grande nação, para lutar a cada dia pelo futuro melhor que merece. Senhoras e senhores, Donald Trump está preparado para servir e liderar como o próximo presidente dos Estados Unidos", disse Melania com sentimento, mas mantendo o tom pausado que a caracteriza.

A ex-modelo eslovena, terceira esposa do magnata, pode se transformar em novembro na única primeira-dama nascida fora dos Estados Unidos desde a esposa do ex-presidente John Quincy Adams (1825-1829), que era britânica.

Melania, impecável com um vestido branco e seu habitual cabelo comprido solto, foi a encarregada de pronunciar o discurso principal da primeira jornada da Convenção Nacional Republicana, realizada esta semana em Cleveland e que na quinta-feira designará Trump como candidato oficial do partido.

A ex-modelo, que manteve um papel muito discreto durante a campanha, conservou hoje seu habitual tom pausado e doce em uma fala que preparou durante seis semanas com um redator de discursos.

Com a intenção clara de mostrar o lado mais humano do multimilionário, Melania descreveu um homem "preocupado com seu país desde sempre", "que ama muito seu país" e a quem viu "lutar durante anos sem render-se".

"Donald Trump nunca, nunca, jamais se renderá, nunca lhes deixará de lado", prometeu.

"Donald Trump pensa em grande estilo, algo que é especialmente importante para um futuro presidente dos Estados Unidos. Não há lugar para pensar pequeno. Vai fazer isto (ser presidente) muito melhor do que ninguém poderia", assegurou.

Melania apresentou também seu marido como um homem compassivo que procura representar "todas as pessoas, o que inclui cristãos, judeus, hispânicos, afro-americanos, pobres e classe média".

Com sua cautela habitual, a esposa de Trump deu pistas sobre o tipo de primeira-dama que gostaria de ser se seu marido vencer as eleições ao apontar que pretende "ajudar os que mais necessitam", sobretudo mulheres e crianças.

Durante tudo seu discurso a maioria dos delegados permaneceu de pé e todos lhe ovacionaram quando declarou o quão importante foi para ela o momento em que se naturalizou americana em 2006.

Apresentada pelo próprio Trump, que fez uma entrada triunfal com um jogo de luzes, Melania tentou mostrar uma imagem mais afável de seu marido após, segunda disse, "primárias muito duras que já ficaram pra trás".

"É duro quando tem que ser, mas é também generoso e doce. Pode ser que não se note, mas essas qualidades estão aí. Por isso me apaixonei por ele", comentou.

Melania utilizou vários adjetivos para mostrar um lado de Trump que na campanha negativa e incendiária que o magnata conduziu não se pôde ver.

"Se querem alguém que lute por vocês, ele é esse homem e nunca os decepcionará", prometeu Melania, que reconheceu que o caminho para as eleições de 8 de novembro será duro e com obstáculos, mas estará cheio de "emoção e drama", como é próprio de Trump.

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