Europol diz que 211 atentados foram frustrados ou realizados na UE em 2015

Bruxelas, 20 jul (EFE).- O Escritório Europeu de Polícia (Europol) anunciou nesta quarta-feira que durante o ano de 2015 foram detectados nos países-membros da União Europeia (UE) até 211 ataques terroristas fracassados, frustrados ou completados, nos quais morreram 151 pessoas e 360 ficaram feridas.

Os números fazem parte de um relatório sobre a situação e as tendências terroristas na UE apresentados hoje pelo Europol, que afirma, além disso, que 1.077 pessoas foram presas nos países do bloco por crimes relacionados com o terrorismo.

De acordo com o levantamento do Europol, os atentados jihadistas foram o segundo tipo mais registrado, atrás apenas dos "ataques separatistas". O crescimento da motivação jihadista em relação aos anos seguintes foi "destacável", enquanto o terrorismo separatista deu sequência à sua tendência decrescente.

No entanto, os ataques realizados por organizações terroristas foram responsáveis por quase todas as vítimas mortais (150 pessoas, 148 na França e duas na Dinamarca) das registradas na UE em 2015.

O Reino Unido foi o país que mais sofreu com os ataques terroristas jihadistas ou separatistas (103), entre tentativas e que os foram completados, seguido por França (73) e Bélgica (61).

O país com maior número de prisões por crimes relacionados com o terrorismo foi a França, com um total de 424 detenções, seguido da Espanha, com 187, e Reino Unido, 134. Do total, predominam pessoas aquelas ligadas ao jihadismo (687 de 1.007), muito acima das demais categorias.

O diretor do Europol, Rob Wainwright, disse, em comunicado, que a UE experimentou um "crescimento em massa de vítimas causadas por ataques terroristas em 2015".

O aumento da cooperação entre os países, afirmou, teve consequência uma "imagem muito mais rica da inteligência estratégica, o que melhora a habilidade do Europol para assessorar líderes políticos e legisladores, assim como informar às autoridades nacionais sobre o estabelecimento dos níveis de ameaça".

O relatório destaca duas tendências "preocupantes". Por um lado, o reforço da ameaça geral como resultado do retorno dos combatentes terroristas no exterior. Por outro, o "aumento significativo dos sentimentos nacionalista (xenófobos), racistas e antissemitas nos países da UE".

O estudo evidencia, além disso, a "porcentagem significativa" de mulheres entre o total de pessoas que se unem às organizações terroristas na Síria e no Iraque.

O Europol determinou, além disso, que não há "provas concretas para estabelecer que os terroristas que entram no continente utilizem de forma sistemática o fluxo de refugiados para não serem detectados".

No entanto, o órgão reconhece que dois dos responsáveis pelo ataque de novembro do ano passado, em Paris, tinham entrado na UE por meio da Grécia, como parte dos refugiados procedentes da Síria.

Segundo o comunicado do Europol, 12 países-membros aprovaram novas leis ou modificaram a legislação existente para combater o terrorismo ao longo de 2015.

Além disso, o órgão publicou uma breve avaliação dos recentes incidentes terroristas, como o de Nice, na qual destaca as "dificuldades operacionais na detecção e interrupção dos ataques de um ator solitário", que considera que são a "tática preferida" do grupo Estado Islâmico e da Al Qaeda.

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