Ex-rival, Ted Cruz não apoia Trump e sai vaiado da Convenção Republicana

Cleveland (EUA), 20 jul (EFE).- O senador Ted Cruz, o rival que mais se aproximou de vencer Donald Trump nas primárias, não expressou nesta quarta-feira um apoio direto ao recém indicado como candidato republicano às eleições presidenciais dos Estados Unidos e saiu vaiado da Convenção Nacional do partido em Cleveland (Ohio).

Cruz felicitou Trump por ganhar a indicação e disse que espera que "os princípios nos quais nosso partido acredita sejam mantidos", mas em nenhum momento respaldou expressamente o candidato, que garantiu ontem a indicação oficial como candidato.

Alguns delegados começaram a gritar exigindo o apoio a Trump e Cruz terminou recebendo uma vaia monumental no ginásio Quicken Loans Arena, apesar de ter sido recebido com uma grande ovação.

Apesar de não citar o magnata em seu discurso, Cruz mencionou algumas de suas propostas, como a construção de um muro na fronteira com o México para conter a imigração ilegal ou negar a amparada de refugiados sírios.

Além disso, o senador pelo Texas se centrou em pedir aos eleitores que pensem no futuro do partido.

Apesar de dizer que nas eleições gerais de 8 de novembro se deve pôr fim a uma presidência democrata e evitar que a virtual candidata desse partido, Hillary Clinton, chegue à Casa Branca, não citou Trump como a alternativa.

"Aos que escutam, não fiquem em casa em novembro. rebelem-se, falem e votem em candidatos nos quais confiem e defendam a liberdade e sejam fiéis à Constituição", recomendou.

Cruz, cujos delegados tentaram uma rebelião na convenção para que se permitisse votar de forma independente e em linha com a disciplina do partido, se centrou em pedir votos para as eleições ao Senado e à Câmara dos Representantes que acontecem junto com as presidenciais.

"Estamos brigando não por um candidato em particular ou uma campanha, mas para poder dizer a nossos filhos que fizemos o melhor por seu futuro", comentou o legislador.

"Há uma melhor visão para nosso futuro: a volta à liberdade", ressaltou Cruz, acrescentando que Hillary Clinton não acredita na liberdade.

"Merecemos líderes que defendam nossos princípios, que nos unam por trás de valores que compartilhamos, que deixem de lado o ódio pelo amor. Esse é o padrão que devemos esperar", concluiu Cruz, que em nenhum momento propôs Trump como o embaixador desses valores.

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