Japão recorre ao DNA para identificar mais de 1 milhão de soldados mortos

Tóquio, 20 jul (EFE).- O governo do Japão pediu aos parentes de combatentes desaparecidos na Segunda Guerra Mundial que forneçam amostras de DNA para tentar identificar os restos de 1,13 milhão de japoneses mortos no conflito bélico.

O Executivo apostou por este método para tentar identificar alguns combatentes mortos, em um projeto que se estenderá durante nove anos, até 2025, quando será comemorado o 80° aniversário do final da guerra, explicou nesta quarta-feira à Agência Efe um dos responsáveis da iniciativa.

Na primeira fase do projeto, o Ministério do Trabalho, Saúde e Bem-Estar do Japão enviou nesta semana mensagens a cerca de 800 parentes de soldados mortos no conflito e que não puderam recuperar seus restos, nas quais pede amostras de saliva para realizar os teste de DNA.

As autoridades japonesas irão comparar as mostras recebidas com os DNAs de 75 indivíduos cujos restos foram achados no arquipélago de Okinawa (sul do Japão), onde ocorreu uma das batalhas mais sangrentas da Segunda Guerra Mundial entre as tropas japonesas e os aliados.

O Executivo decidiu começar a etapa "piloto" do projeto nestas ilhas meridionais japonesas por ser uma das zonas onde se conservam mais registros de soldados mortos, segundo o funcionário do Ministério do Trabalho, Saúde e Bem-estar.

Posteriormente, serão comparadas todas as amostras recebidas com o DNA extraído dos restos em outras zonas do país e outros lugares do Pacífico onde o Exército japonês combateu.

O objetivo é identificar "o maior número possível de pessoas" entre os restos humanos anônimos de aproximadamente 1,13 milhão de combatentes que foram recuperados, afirmou a antes citada fonte, que também reconheceu a dificuldade de tão ambiciosa tarefa.

O Executivo japonês custeará o envio das amostras por parte dos parentes, assim como das análises em laboratório, e também solicitou a colaboração das associações regionais de parentes dos mortos na Segunda Guerra Mundial.

Entre 2003 e este ano, Japão empreendeu uma iniciativa similar para tentar identificar os restos de 2.155 soldados japoneses exumados de fossas na Rússia, dos quais foi possível determinar a identidade de 1.037, segundo dados do Ministério.

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