Juiz nega fiança a jovem que afirmou ser "americano jihadista"

Tucson (EUA), 20 jul (EFE).- Um juiz dos Estados Unidos negou nesta quarta-feira o pedido de liberdade por meio de fiança para Mahin Khan, um jovem de 18 anos acusado de planejar ataques contra edifícios públicos e militares no Arizona e que se identificou como um "americano jihadista".

O juiz da Corte Superior do condado de Maricopa, Sam Myers, rejeitou o pedido dos advogados de Khan, que afirmaram que seu cliente não representa nenhum perigo para a comunidade nem planeja um ataque iminente.

O jovem, detido no último dia 1º de julho, deverá permanecer em uma prisão deste condado até seu julgamento, no qual enfrenta acusações por incitar ou induzir ao terrorismo, assim como por fabricação, posse e venda de armas proibidas.

Durante a audiência de hoje, o agente do FBI Benjamín Trentlage afirmou que foi encontrada uma panela de pressão na casa onde o detido vivia junto com seus pais, localizada na cidade de Tucson, com a qual supostamente pretendia elaborar uma bomba caseira.

De acordo com os documentos judiciais, Khan se comunicou com agentes encobertos do FBI durante vários meses e lhes confessou seus planos de atacar em Tucson o Centro Comunitário Judaico e um escritório de recrutamento da força aérea do exercito nacional, além de uma loja de motores e veículos na cidade de Mesa, no Arizona.

Além disso, em diversos e-mails, solicitou armas e instruções para fazer explosivos de fabricação artesanal, e se identificou como um "americano jihadista" que apoia o Estado Islâmico (EI) e que tentava colocar-se em contato com a organização terrorista.

O FBI teve seu primeiro contato com Khan em 2013, quando tinha apenas 15 anos, após o que se comunicou com seus pais para comunicá-los de suas ideias radicais e recomendá-los tratamento psicológico para o menor, segundo foi revelado hoje.

No final de semana passado, vários veículos de comunicação locais informaram da transferência do jovem a uma cela separada, a fim de garantir sua segurança, após ser vítima do ataque de outros presos da prisão na qual se encontra recluso.

A próxima audiência sobre este caso será realizada no dia 28 de julho.

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