Macri critica "desinformação" gerada no caso "Panama Papers"

(Corrige título).

Buenos Aires, 19 jul (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, negou nesta terça-feira que fique incomodado que a Justiça esteja investigando se há inconsistências em suas declarações juradas de bens, após a aparição de seu nome nos chamados "Panama Papers", mas ressaltou que ele não gosta é que "se gere desinformação" em torno do assunto.

"Se há dúvidas que se investigue. O que eu não gosto é que se gere desinformação. Tenho a mesma declaração jurada desde que comecei como chefe de governo (de Buenos Aires). O que acontece com a cidade de Buenos Aires é que te coloca um formulário diferente que a Nação. Então já não é minha culpa", disse Macri à emissora de TV "Rosario 3".

No mês de junho, o juiz federal Sebastián Casanello ordenou a investigação para verificar se existem contradições nas declarações apresentadas pelo presidente entre 2013, quando Macri era prefeito da capital argentina e 2015, quando era candidato à presidência do país, cargo que acabou assumindo em dezembro do ano passado.

Posteriormente, o juiz solicitou que a Procuradoria de Criminalidade Econômica e Lavagem de Ativos (Procelac) se refere a um relatório sobre supostas inconsistências encontradas nas declarações, pouco após a mídia local apontasse a existência de números contraditórios.

Neste sentido, Macri justificou possíveis contradições no aspecto burocrático, pelas diferenças entre os formulários que exigiu como prefeito e os que se apresentam diante do Escritório Anticorrupção, no âmbito do Ministério da Justiça nacional, já como presidente.

"Tenho que responder no Escritório Anticorrupção como eles me dizem, não como eu vinha colocando. E essa é a diferença, porque não mudou (a declaração)", afirmou o presidente argentino.

Casanello investiga uma suposta participação do presidente em empresas registradas em paraísos fiscais, por causa da aparição de seu nome no vazamento de documentos do escritório de advocacia Mossack Fonseca, denominados de "Panama Papers".

Especificamente, Macri apareceu, de acordo com os documentos, como membro da direção das empresas Fleg Trading Ltd, registrada nas Bahamas, e da Kagemusha, inscrita no Panamá.

Perguntado por isto na entrevista, Mauricio Macri reiterou que já "ficou claro", em referência a outras ocasiões onde explicou que sua inscrição como diretor foi algo meramente formal, a pedido de seu pai.

"Foi um episódio da minha vida particular, do ano de 1998. Onde eu somente fui diretor por alguns meses de uma empresa do meu pai que, além disso, estava declarada, com o qual para mim ficou absolutamente claro que não tenho nada que eu tenha ocultado e que está tudo perfeitamente na regra", destacou.

A investigação parte de uma denúncia apresentada no mês de abril pelo deputado Darío Martínez, que confirmou o procurador Federico Delgado, quem pediu investigar se o atual presidente argentino "omitiu maliciosamente" sua participação nessas empresas em suas declarações juradas de bens e ativos.

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