Ministro alemão admite dúvidas sobre origem de agressor que atacou em trem

Berlim, 20 jul (EFE).- O ministro alemão de Interior, Thomas de Maizière, admitiu nesta quarta-feira "indícios de dúvida" sobre a origem do agressor do trem regional de segunda-feira e disse que este entrou na Alemanha como afegão, embora poderia se tratar de um paquistanês.

O jovem de 17 anos autor do atentado, morto pela polícia após ferir cinco pessoas com um machado e uma faca, entrou na Alemanha por Passau (Baviera), em 30 de junho de 2015 e se registrou como refugiado afegão, embora não tenha apresentado passaporte.

Há indícios de que poderia se tratar de um paquistanês, disse de Maizière, depois que ontem a televisão pública "ZDF" apontou para essa direção por conta dos textos que foram encontrados com escritos em pashtun, aparentemente correspondente ao idioma que se fala no Paquistão e não no Afeganistão.

O fato de que o ataque tenha ocorrido aparentemente após a morte de um amigo no Afeganistão e que tinha vínculos familiares também nesse país fazem pensar, no entanto, que essa era também sua origem, acrescentou o ministro.

O jovem, após chegar ao país foi alocado na região de Würzburg, primeiro em um centro de amparo para menores, trabalhou como aprendiz em uma padaria e duas semanas atrás foi alocado em uma família de amparo, também nessa zona da Baviera.

As informações da "ZDF" se remetiam a círculos da Polícia Federal (BKA) e apontavam que talvez o jovem tenha entrado no país como afegão, consciente de que com isso aumentariam suas possibilidades de ser admitido como refugiado no país.

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