Morre jornalista ao explodir o automóvel em que viajava no centro de Kiev

(Atualiza com declarações das autoridades ucranianas).

Kiev, 20 jul (EFE).- O jornalista russo Pavel Sheremet morreu nesta quarta-feira na explosão do automóvel no qual estava no centro de Kiev, informou o site do jornal "Ukrainska Pravda".

A explosão aconteceu por volta de 7h45 (horário local, 1h45 de Brasília) na intersecção das ruas Bogdan Jmelnitski e Ivan Frankó, minutos depois que o jornalista saiu de sua residência.

"Me informaram que a morte de Pavel Sheremet foi provocada por uma bomba. Foi um assassinato. Farei tudo que posso com meus colegas para esclarecer este crime", escreveu o procurador-geral da Ucrânia, Yuri Lutsenko, em seu Facebook.

Também através da rede social, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, disse que instruiu que a polícia investigue a fundo a morte de Sheremet e salientou que "os culpados devem ser punidos".

"Ocorreu uma tragédia terrível em Kiev. Comoção, não há outra palavra. Conhecia Pavel pessoalmente. Minhas condolências a sua família e amigos", escreveu Poroshenko.

A chefe da Polícia Nacional da Ucrânia, Katia Dekanoidze, afirmou que o esclarecimento do assassinato do jornalista é "uma questão de honra" para a corporação.

Sheremet, de 44 anos, nascido em Minsk, era um conhecido jornalista com uma destacada trajetória profissional em Belarus e na Rússia, e estava radicado em Kiev há cinco anos.

O automóvel em que se encontrava Sheremet pertence à diretora de "Ukrainska Pravda", Yelena Pritule, quem não estava no veículo no momento da explosão.

Sheremet começou sua carreira profissional no início dos anos 1990 na televisão bielorrussa e em 1996 foi nomeado correspondente-chefe da TV pública da Rússia em Minsk.

Crítico ferrenho do presidente bielorrusso, Aleksandr Lukashenko, foi preso em 1997 quando preparava uma reportagem sobre a situação na fronteira bielorrusso-lituana, acusado trabalho jornalístico ilegal e de receber dinheiro de serviços secretos estrangeiros.

Sheremet foi condenado então a dois anos de prisão pela Justiça bielorrussa, mas recuperou a liberdade após três meses de reclusão graças às pressões da Rússia.

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