Quênia prende 109 estudantes por onda de incêndios em escolas

Nairóbi, 20 jul (EFE).- Pelo menos 109 estudantes foram detidos e outros 45 foram acusados pela recente onda de incêndios propositais em escolas do Quênia, informou a imprensa local nesta quarta-feira.

Na tentativa de conter o crescente número de casos, o governo decidiu levar os estudantes aos tribunais e os acusou de conspirar para causar incêndios e de destruição premeditada de propriedade. Apesar das detenções, as investigações da Polícia ainda não determinaram os motivos que estão por trás da onda de incêndios, já que eles aconteceram em dezenas de locais em todo o território e não parecem ter ligação.

"Só foram queimados alojamentos estudantis e escritórios de diretores. Pode ter um motivo por trás disto", declarou o ministro da Educação, Fred Matiangi, que acusou os diretores de não controlar os próprios alunos.

Desde o início do ano, pelo menos 70 escolas foram incendiadas pelos próprios estudantes. Um dos casos mais famosos aconteceu em Kisii, no sudoeste do Quênia, no final de junho, quando um grupo de alunos ateou fogo em seus dormitórios em protesto pela decisão da diretoria de não deixá-los assistir à partida entre Portugal e Croácia na Eurocopa.

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