Reino Unido renuncia à presidência do Conselho de Ministros da UE em 2017

Londres, 20 jul (EFE).- O Reino Unido decidiu renunciar à presidência rotativa do Conselho de Ministros da União Europeia (UE) em 2017, após a vitória do "Brexit" - a saída do bloco - no referendo de junho, informou nesta quarta-feira o governo britânico.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, relatou a decisão ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, em uma conversa por telefone que os dois mantiveram ontem.

May assumiu o poder há uma semana após a renúncia de David Cameron, que defendeu a manutenção do Reino Unido na UE.

O Reino Unido assumiria a presidência semestral rotatória do Conselho de Ministros da UE na segunda metade de 2017, mas May optou por não exercer esse direito, já que os britânicos decidiram pela saída do bloco.

Segundo o comunicado do governo britânico, May disse a Tusk que renunciar à presidência em 2017 era a "medida correta", já que seu país estará focado nas negociações para deixar a UE.

A primeira-ministra chegou à conclusão de que era melhor dar tempo para que outro país do bloco pudesse se preparar para assumir o posto na segunda metade de 2017.

May ainda não indicou quando invocará o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que dá início ao processo e estabelece um período de dois anos para a negociação da saída de um país-membro da UE.

Ao assumir o cargo, May deixou claro que seu governo cumprirá a vontade democrática do povo britânico de deixar a UE. Para isso, a primeira-ministra nomeou o deputado conservador David Davis como responsável pela futura negociação sobre a ruptura com Bruxelas.

Davis indicou que o Reino Unido poderia invocar o artigo já no final deste ano ou no início de 2017.

Fontes de Downing Street, a residência oficial da primeira-ministra, indicaram que May não tem a intenção de invocar o artigo até realizar consultas com as regiões autônomas da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, assim como com diferentes setores industriais, sobre quais são seus objetivos em relação à saída.

A primeira-ministra do Reino Unido estará hoje na Alemanha para se reunir com a chanceler do país, Angela Merkel, em sua primeira viagem ao exterior desde que a rainha Elizabeth II lhe pedisse para formar um novo governo. Amanhã, May viaja a Paris para um encontro com o presidente da França, François Hollande.

Em declarações feitas antes de embarcar para a Alemanha, May disse que está determinada que a saída britânica da UE seja benéfica ao seu país e que a viagem será uma oportunidade de estabelecer uma "forte relação de trabalho" com a Europa.

May afirmou que não subestima o "desafio" representado pelas negociações da saída, por isso se mostrou a favor de construir um diálogo "sincero e aberto" com o continente.

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