Trump proporá suspensão de imigração de países afetados por terrorismo

Cleveland (EUA), 21 jul (EFE).- O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, proporá nesta quinta-feira a suspensão imediata da imigração de todos os países afetados pelo terrorismo jihadista até que os Estados Unidos tenham um sistema de verificação rigoroso.

"Devemos suspender imediatamente a imigração de qualquer nação que tenha sido posta em perigo pelo terrorismo até que tenhamos mecanismos comprovados de verificação rigorosa", afirmará Trump hoje em seu discurso de aceitação como candidato, segundo uma minuta que vazou à imprensa em Cleveland (Ohio), onde acontece a Convenção Nacional Republicana.

Deste modo, Trump oficializará como proposta eleitoral, em seu primeiro discurso como candidato republicano, a polêmica ideia que sugeriu recentemente de fechar as portas do país a todos os imigrantes procedentes "de nações vinculadas ao terrorismo islâmico".

O magnata republicano vai assim além de uma de suas iniciativas mais criticadas dentro e fora dos Estados Unidos, a de proibir a entrada no país para todos os muçulmanos "até que as autoridades determinem que o está acontecendo".

"Minha oponente (a virtual candidata democrata, Hillary Clinton) atraiu um aumento radical de 550% dos refugiados sírios, além dos fluxos maciços de refugiados que já estão chegando a nosso país sob o governo do presidente Barack Obama", afirmará Trump em seu discurso.

"Ela propõe isto apesar do fato de que não há nenhuma maneira de examinar esses refugiados para determinar quem são ou de onde vêm. Eu só quero admitir em nosso país indivíduos que apoiam nossos valores e amam nosso povo", acrescentará.

"Qualquer pessoa que apoie a violência, o ódio ou a opressão não é bem-vinda em nosso país e nunca será", concluirá Trump sobre este tema, segundo a minuta.

O discurso de aceitação de Trump fechará a Convenção Republicana de Cleveland, um evento atípico marcado pela ausência de grandes figuras do partido, o desplante do senador Ted Cruz e a polêmica pelas semelhanças do discurso da esposa do magnata, Melania, com um de Michelle Obama em 2008.

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