Autoridades da Colômbia e Venezuela trabalham para a abertura da fronteira

Bogotá, 21 jul (EFE).- Autoridades da Colômbia e Venezuela trabalham na pronta abertura da fronteira comum entre os países, fechada desde agosto do ano passado como parte de uma estratégia de segurança anunciada pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, segundo informações de fontes oficiais divulgadas nesta quinta-feira.

No final de uma reunião de trabalho realizada em Cúcuta, o diretor-geral de Migração da Colômbia, Christian Krüger, afirmou aos jornalistas que as partes trabalham em duas frentes, sobre migração e alfândegas, "para a abertura o mais rápido possível" da fronteira.

"A instrução que foi recebida é que se abram mais rápido possível as fronteiras", disse.

A Venezuela encerrou no dia 19 de agosto do ano passado o ponto que liga o estado de Táchira com o departamento colombiano do Norte de Santander, medida que estendeu nos dias seguintes ao longo dos 2.219 quilômetros de divisa.

Maduro trata a medida como uma estratégia para combater grupos de paramilitares e o contrabando nesta região.

Krüger disse que trabalham em pontos "chave" para a abertura imediata da fronteira "e outras medidas que serão implementadas a longo prazo com o objetivo de garantir que a fronteira permaneça aberta".

O funcionário afirmou que analisam a reabertura de "cinco pontos" da fronteira, como a ponte internacional Simón Bolívar e Porto Santander; que ligam Táchira ao Norte de Santander; assim como a ponte José Antonio Páez, entre o departamento de Arauca e o estado Apresse.

Além disso, a passagem por Puerto Carreño, entre o departamento de Arauca e o estado do Amazonas, e o ponto da fronteira de Paraguachón, entre La Guajira e Zulia.

O diretor confirmou que "este fim de semana a fronteira não será aberta", depois que os dois últimos domingos (10 e 17 de julho) foi permitida a passagem temporária de venezuelanos para comprar alimentos, artigos de necessidade básica e remédios.

Nos dois dias, a Colômbia recebeu cerca de 165 mil venezuelanos.

Krüger disse que estão definindo quais os documentos que serão se solicitados para a entrada e saída de cidadãos de ambos os países, e antecipou que se propôs que seja o passaporte.

"Estamos trabalhando para construir as condições que permitam ter uma fronteira ordenada e segura", acrescentou.

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