Combates para libertar cidade líbia do EI deixam 22 milicianos mortos

Trípoli, 21 jul (EFE).- Pelo menos 22 membros das milícias que apoiam o governo de unidade líbio morreram e outros 175 ficaram feridos durante os últimos enfrentamentos com os jihadistas do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na cidade líbia de Sirte, informaram à Agência Efe fontes militares da aliança.

Nos combates morreram o correspondente de guerra e fotógrafo Abdel Qadir Fusuq, alcançado por um rajada de balas, e o chefe civil de um dos grupos de milicianos, Fawzi Abu Shurud.

O general Mohammed Gasri indicou à Agência Efe em conversa telefônica que quatro aviões de combate realizaram 16 ataques aéreos contra posições do EI e foi usada artilharia pesada que destruiu 3 caminhões e outros veículos jihadistas durante os ataques de ontem, quinta-feira, em todos os bairros de Sirte.

Desde a queda do regime de Muammar Kadafi em 2011, a Líbia caiu no caos e na guerra civil, com até três autoridades que disputam o controle do país: uma em Trípoli, que a ONU considera rebelde; outra em Tobruk, que é reconhecida por vários países, e uma terceira, chamada governo de unidade nacional, que tem o respaldo da ONU e da União Europeia (UE).

O caos foi aproveitado pelos grupos jihadistas, e especialmente a braço líbio do EI, que em apenas um ano avançou desde seu reduto em Derna rumo às cidades de Benghazi (a segunda em importância do país) e Sirte, no litoral.

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