Johnson diz que R.Unido será mais ativo internacionalmente após o "Brexit"

Nações Unidas, 22 jul (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, prometeu nesta sexta-feira na sede da ONU, em Nova York, que o país será mais ativo do que nunca no cenário internacional após a decisão de sair da União Europeia (UE).

"O Reino Unido vai ser mais visível, mais ativo e mais enérgico do que nunca", afirmou Johnson aos jornalistas após uma reunião com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e de participar de uma sessão do Conselho de Segurança.

Segundo o novo chefe da diplomacia britânica, é muito importante que as pessoas "compreendam" que o "Brexit" não representa que o Reino Unido deixará a Europa.

"Vamos estar mais comprometidos do que nunca com a cooperação, a participação e o apoio de outros países europeus. Seja com a coordenação de políticas de defesa, de política externa, de antiterrorismo ou compartilhando inteligência", ressaltou.

Johnson reiterou repetidamente que a intenção após o "Brexit" é que o Reino Unido esteja "mais presente" e seja mais ativo do que antes no cenário internacional, nunca optar pelo isolacionismo.

Perguntado pela futura relação do país com a UE, o ministro se mostrou seguro que será possível obter um "equilíbrio entre o acesso ao mercado único e a liberdade de movimento".

"Não tenho absolutamente nenhuma dúvida que esse equilíbrio ser conseguido. Durante as próximas semanas discutiremos sobre isso no governo e com nossos amigos e parceiros europeus", disse.

De acordo com Johnson, todas as partes estão de acordo em que o melhor é avançar "rapidamente" neste assunto pelo interesse econômico tanto do Reino Unido como da UE.

Nesse sentido, se mostrou confiante nas conversas que já realizou com seus colegas europeus e avaliou que as semanas posteriores ao referendo do "Brexit" o "ânimo mudou em outros países europeus e ao redor do mundo à medido que se começa a entender o ocorrido".

Além do "Brexit", Johnson falou principalmente sobre a ameaça do terrorismo, um dos assuntos que foi discutido na reunião com Ban.

"Temos um fenômeno global e uma doença global que temos que responder tanto na raiz, nas áreas nas quais o câncer está incubado no Oriente Médio, como também ao redor do mundo", explicou.

Johnson ressaltou a importância de combater a radicalização e disse que neste ponto concorda plenamente com secretário-geral da ONU. O chefe da diplomacia britânica, além disso, expressou condolências à Alemanha pelo ataque de Munique.

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