ONU dá sinal verde à destruição de armas químicas líbias fora do país

Nações Unidas, 22 jul (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU autorizou nesta sexta-feira a saída da Líbia do arsenal químico que resta no país para efetuar sua destruição e encorajou a comunidade internacional a cooperar nessa tarefa.

A decisão foi tomada perante a possibilidade que "agentes não estatais" como os jihadistas do Estado Islâmico (EI) possam ter acesso a esse armamento e segue um plano já adotado esta semana pela Organização para Proibição das Armas Químicas (OPAQ).

Com uma resolução adotada por unanimidade, o Conselho deu hoje sinal verde ao transporte de armas químicas para fora da Líbia, algo normalmente proibido pelas normas internacionais, segundo as quais a eliminação deveria ser realizada dentro do país.

Esta exceção responde à situação de conflito que se vive na Líbia e é similar à que foi adotada anteriormente para destruir o arsenal químico da Síria durante a guerra civil.

No mesmo texto, o Conselho de Segurança estimula ainda todos os Estados-membros a ajudar a eliminar o armamento químico em resposta a uma solicitação das autoridades líbias.

A OPAQ será a encarregada de desenvolver junto com a Líbia um plano para a destruição dessas armas, que deve ser efetuado "de maneira rápida e segura", segundo o Conselho de Segurança.

A resolução foi impulsionada pelo Reino Unido, cujo novo ministro das Relações Exteriores, Boris Johnson, representou hoje o país na adoção do texto.

Desde a queda do regime de Muammar Kadafi em 2011, a Líbia mergulhou no caos e na guerra civil, com até três autoridades que disputam o controle do país: uma em Trípoli, que a ONU considera rebelde; outra em Tobruk, reconhecida por vários países, e uma terceira, chamada governo de unidade nacional, que tem o respaldo da ONU e da União Europeia (UE).

O caos foi aproveitado pelos grupos jihadistas, e especialmente o braço líbio do EI, que em apenas um ano avançou de seu bastião em Derna (no oeste do país) rumo às cidades de Benghazi (a segunda em importância do país) e Sirte, no litoral.

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