Oposição venezuelana afirma que dialogará quando revogatório avançar

Caracas, 22 jul (EFE).- A oposição venezuelana reunida na Mesa da Unidade Democrática (MUD) disse nesta sexta-feira que aceitará dialogar com o governo quando o Poder Eleitoral anunciar o avanço para a próxima etapa da ativação do referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro.

"Estamos à espera do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para que convoque o processo de coleta das manifestações de vontade de pelo menos 20% do REP (registro eleitoral) (...) para dessa forma avançar a esta etapa do processo em conformidade com os lapsos que fixa o Regulamento de Referendos", detalhou a MUD em um comunicado.

"Esperamos pelo CNE e declaramos que, superado este pedido, estaríamos dispostos a iniciar um diálogo efetivo e construtivo, na data que convoquem os ex-presidentes e o Vaticano, que permita dar solução aos problemas dos venezuelanos", indicou a coalizão na nota.

A aliança fez o anúncio ao informar do "status" das conversas que seus dirigentes tiveram com os mediadores internacionais para o diálogo, a quem ratificaram seus "cinco pontos" ou condições para conversar com o governo de Maduro.

A MUD destacou que a ativação do referendo revogatório é o tema "mais importante" nesse grupo de condições "como mecanismo eleitoral, pacífico e constitucional para resolver a grave crise" do país.

A expectativa é que o anúncio da passagem à seguinte etapa para ativar o revogatório seja realizada na semana que vem após um mês da validação do mais que o dobro de 1% de assinaturas necessárias para ativar esse mecanismo que a oposição coletou.

A MUD também informou hoje sobre a exigência de libertação dos políticos aprisionados depois das primeiras atuações da comissão de mediadores formada pelo ex-chefe de governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, e os ex-presidentes do Panamá, Martín Torrijos, e da República Dominicana, Leonel Fernández.

"Informamos que grande parte foi já liberada com restrições, situação que esperamos que se remedeie em uma mesa de diálogo. Esperamos que nos próximos dias continuem as libertações e existe o compromisso do governo com os mediadores para terminar de libertá-los nos primeiros 15 dias após iniciado o diálogo", destacou a aliança opositora.

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