Refugiados se dirigem à Hungria para tentar entrar em outros países

Belgrado, 22 jul (EFE).- Um grupo de, aproximadamente, 300 refugiados estão caminhando a pé nesta sexta-feira da Sérvia à fronteira com a Hungria para tentar entrar nesse país, que possui rígidas normas de asilo, a fim de seguir de lá a outros destinos na Europa.

A emissora de TV sérvia "B92" informou que os imigrantes partiram para o norte em forma de protesto, para "pressionar" à Hungria pessoalmente a abrir suas fronteiras e deixar que eles passem a outros países da União Europeia (UE). Horas antes de partir, o grupo fez greve de fome para pedir a abertura da fronteira.

Os imigrantes, a maioria do Afeganistão, Paquistão e Iraque, estão há várias semanas na Sérvia, país visto apenas como território de passagem, e querem o mais rápido possível seguir a seus destinos desejados, como a Alemanha. Alguns deles já tentaram passar na fronteira e denunciaram ter sido devolvidos à força pelas autoridades húngaras.

O grupo pretende se juntar aos 1.000 refugiados que já estão na fronteira da Sérvia com a Hungria, nas proximidades de Horgos/Roszke e Kelebija/Tompa, à espera de entrar na Hungria, que só deixa passar 15 solicitantes de asilo por dia. Cerca de 450 estão no centro de amparo de Subotica, a 25 quilômetros da fronteira.

Segundo o ministro de Assuntos Sociais da Sérvia, Aleksandar Vulin, 3 mil refugiados estão no país atualmente.

"A Sérvia não pode sofrer porque a União Europeia não é capaz de encontrar uma solução única. Um país, como a Bulgária, abre suas fronteiras, e outro, a Hungria, também membro comunitário, fecha as suas. A Sérvia não quer ficar no meio", disse Vulin hoje.

As autoridades sérvias anunciaram no último fim de semana a formação de unidades conjuntas da Polícia e do Exército para proteger suas fronteiras da entrada ilegal de refugiados.

A grande maioria dos refugiados que chega à Sérvia é do Afeganistão e do Paquistão, e são considerados imigrantes "econômicos" com poucas chances de conseguir asilo.

A Sérvia é, junto com Macedônia, Croácia e Eslovênia, parte da chamada "Rota dos Bálcãs", há um ano usada por milhares de pessoas que tentam chegar a países ricos da Europa.

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