Milhares de pessoas reivindicam em Lima a "imediata libertação" de Fujimori

Lima, 22 jul (EFE).- Milhares de pessoas realizaram nesta sexta-feira uma manifestação para reivindicar "a imediata libertação" do ex-presidente Alberto Fujimori, que está preso desde 2009, cumprindo pena de 25 anos por violações dos direitos humanos e crimes de corrupção.

A manifestação, convocada pelas redes sociais pelo coletivo social Frente Fujimori Liberdade, partiu do Campo de Marte e percorreu algumas das principais avenidas do centro histórico até a Praça de San Martín, retornando em seguida para seu ponto inicial.

A maioria dos manifestantes chegou a bordo de 20 de ônibus procedentes de distintas áreas da capital peruana.

Uma das manifestantes, Eduviges Sulca, argumentou à Agência Efe que Fujimori deve ser libertado porque "trabalhou honradamente para os pobres e os mais oprimidos".

"Foi o melhor presidente que tivemos. Acabou com o terrorismo e abriu o livre mercado que desfrutamos hoje. Depois foi condenado injustamente", afirmou.

Outro participante na manifestação, Wilber Donato, pediu em declarações à Efe que o presidente eleito do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, conceda o indulto presidencial a Alberto Fujimori quando assumir o cargo, no dia 28 deste mês.

A manifestação aconteceu quatro dias depois que o congressista fujimorista Julio Gagó pedisse para Kuczynski perdoar o ex-governante em seu discurso de proclamação.

Gagó disse ao jornal "Exitosa" que a libertação de Fujimori por parte de Kuczynski seria "uma autêntica reconciliação" com Keiko Fujimori, filha mais velha de Alberto Fujimori, e a quem o próximo presidente peruano derrotou nos recentes eleições.

Kuczynski reiterou que não tem intenção de perdoar Fujimori e que é partidário de uma lei que permita sua prisão domiciliar.

Entre os crimes contra a humanidade pelos quais foi condenado o ex-presidente estão os massacres de Barrios Altos e La Cantuta, cometidas pelo grupo militar Colina, e os sequestros de um jornalista e um empresário em 1992.

Fujimori também recebeu outras penas que, juntas, somam 60 anos de prisão, por corrupção como o desvio de dinheiro público para comprar a linha editorial de jornais sensacionalistas em favor de sua reeleição, mas a lei peruana contempla apenas a sentença mais longa, de 25 anos.

O ex-presidente, de 77 anos, está recluso em uma cela pessoal na base da Direção de Operações Especiais (Diroes) da polícia peruana, no leste de Lima, e é periodicamente levado para clínicas na capital para ser tratado de hipertensão e umas lesões na língua, conhecidas como leucoplasia.

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