Foragida mais procurada da China desiste de pedido de asilo político nos EUA

Pequim, 25 jul (EFE).- A foragida por crimes financeiros mais procurada da China, Yang Xiuzhu, vai voltar ao seu país depois de desistir do pedido de asilo nos Estados Unidos, segundo informou seu advogado em declarações nesta segunda-feira ao jornal oficial "China Daily".

Yang, foragida por 13 anos, está no Centro de Detenção de Imigrantes de Houston e esperava conseguir asilo político, depois de ser detida em 2014 por entrar com um passaporte falso no país.

Apesar de ainda não se saber o resultado de seu pedido de asilo, a chinesa de 70 anos disse através de seu advogado, Vlad Kuzmin, que quer voltar à China por conta de sua saúde debilitada e em busca de ajuda médica. Esse seria o motivo de sua desistência de viver em solo americano.

Yang, que lidera a lista dos 100 fugitivos por crimes financeiros mais procurados da China, poderia voltar ao país em agosto, diz o jornal oficial.

A fugitiva foi subdiretora do Comitê de Construção da província de Zhejiang (costa leste do país, ao sul de Xangai) e diretora do Escritório de Urbanização da mesma província, além de vice-prefeita de Wenzhou, cidade-porto de grande importância em Zhejiang.

Em 2003, Xiuzhu fugiu para os Estados Unidos (via Cingapura) pela primeira vez, depois que as autoridades chinesas a acusaram de aceitar subornos no valor de 250 milhões de iuanes, cerca de 34 milhões de euros e US$ 37 milhões.

Depois Xiuzhu conseguiu ir até os Países Baixos, onde em 2005 foi detida pela Interpol.

A partir desse dia e até 2014 não há informações precisas sobre seu paradeiro. Neste ano ela apresentou um pedido de asilo político nos Países Baixos, mas foi rejeitada e esteve a ponto de ser extraditada para a China, segundo afirma o "China Daily".

Dos Países Baixos, Xiuzhu fugiu para o Canadá, de onde em 2014 tentou entrar nos Estados Unidos com um passaporte falso, com a intenção de conseguir asilo político em um país que não tem tratado de extradição com a China.

Yang lidera a lista de fugitivos por crimes financeiros da China, todos investigados na Operação Caça à Raposa que o atual presidente do país, Xi Jinping, iniciou em 2012 para capturar pessoas que cometeram este tipo de crime e que depois se expandiu na ainda maior Operação Rede Aérea.

Em 2015, 850 pessoas foragidas foram capturadas na operação internacional.

A família da Xiuzhu também estava envolvida em crimes financeiros: um de seus irmãos, Yang Guangrong, foi acusado de subornos no valor de 180 mil iuanes (24,5 mil euros e US$ 27 mil), e foi condenado a 16 anos e meio de prisão na China.

Outro, Yang Jinjun, fugiu do país em 2001 acusado de corrupção e foi repatriado pelos Estados Unidos no ano passado.

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