Jovem dos EUA que queria se juntar ao EI é condenado a 15 anos de prisão

Los Angeles (EUA), 25 jul (EFE).- Um jovem da Califórnia, nos Estados Unidos, que pretendia unir-se às fileiras do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria, foi condenado nesta segunda-feira a 15 anos de prisão, informou a imprensa local.

Adam Dandach, de 22 anos e nascido na cidade californiana de Anaheim, se declarou culpado em 2015 da tentativa de fornecer apoio material a um grupo terrorista e de mentir sobre sua solicitação de passaporte.

Os fatos do caso remontam a julho de 2014, quando Dandach foi detido pelo FBI (polícia federal americana) no aeroporto John Wayne do condado de Orange, na Califórnia, antes que entrasse em um voo para a Turquia.

Segundo os agentes federais, o suspeito confessou que sua intenção era viajar à Síria para jurar lealdade ao EI.

Antes de sua detenção, sua mãe tinha lhe tirado o passaporte para evitar que viajasse à Síria, motivo pelo qual Dandach mentiu em sua solicitação para obter um novo documento.

O jovem tinha apoiado na internet as ações terroristas do EI e tinha divulgado vídeos e leituras no mesmo sentido, de acordo com a informação da promotoria.

Antes de ditar a sentença na cidade californiana de Santa Ana, o juiz federal James V. Selna descreveu como "grave" e planejada a conduta de Dandach, e apontou que a atividade dos terroristas é uma ameaça para os Estados Unidos e outros países.

Por sua parte, o condenado mostrou hoje seu arrependimento por seus "pensamentos e ações".

"Não busco compaixão ou piedade. A única coisa que busco é empatia", disse ao juiz Dandach, que pediu também "uma oportunidade para redimir-se".

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