Macri se reunirá com apresentador de TV após polêmica por imitações

Buenos Aires, 26 jul (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, receberá nesta quarta-feira o apresentador de televisão Marcelo Tinelli, que gerou polêmica ao imitar o governante em seu programa e foi alvo críticas pela internet, informaram fontes oficiais nesta terça-feira.

O encontro será na residência presidencial de Olivos, aos arredores de Buenos Aires, e objetivo é abaixar o tom da controvérsia a respeito das imitações, que o presidente recentemente disse ter sido uma "sátira de maneira ruim".

A polêmica começou há várias semanas com uma paródia do líder feita pelo imitador Freddy Villarreal no programa "Showmatch", um dos mais assistidos na televisão argentina, na qual Macri foi satirizado pela forma de falar e de se expressar, inclusive com fantasias.

Um dos esquetes mais comentados foi quando o imitador abaixou as calças para reproduzir declarações de Macri, nas quais aconselhava os cidadãos a não ficarem de camiseta ou descalços em casa no inverno para economizar energia.

A isto se somam as afirmações de Tinelli, ao vivo, durante o programa, transmitido em horário nobre, contra os aumentos nas tarifas do gás ditados pelo governo e as fortes críticas que recebeu por usuários nas redes sociais, o que segundo sua opinião se tratava de uma campanha impulsionada pelo governo.

Tinelli, empresário e vice-presidente do time de futebol San Lorenzo, e Macri, antigo presidente do Boca Juniors e ex-prefeito de Buenos Aires, mantêm contato pessoal há muito tempo.

No entanto, o chefe do Gabinete de Ministros, Marcos Peña, lembrou em entrevista coletiva nesta terça-feira que ambos têm uma amizade de "muitos anos".

"Queremos deixar claro que nós não temos nenhum problema com o humor político e não temos nenhum problema com ele. Falei com Marcelo Tinelli na semana passada e transmiti nossa solidariedade. Muitos de nós também fomos vítimas de ataques anônimos em redes sociais", acrescentou Peña ao ser questionado pela imprensa.

No domingo passado, em entrevista ao jornal "La Nación", o chefe de Estado disse que "não houve briga".

"Ele decidiu me satirizar e recebeu 150 mil tweets de crítica. Averiguamos o tema. Não houve 'trolls' e o governo não teve nada a ver. Foram 30 mil tuiteiros que o criticaram. Como não vão ter 30 mil tuiteiros que simpatizam com o governo se este governo é produto em grande parte das redes sociais? É incrível que se ofenda", comentou Macri.

"Tinelli me satiriza de maneira ruim perante três milhões de pessoas na televisão e se ofende porque 30 mil tuiteiros o criticaram", acrescentou o chefe de Estado, que disse que o apresentador "está ofendido porque o tiraram" da Associação do Futebol Argentino (AFA).

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