Mais de 100 pessoas foram executadas na Arábia Saudita desde o início de 2016

Cairo, 27 jul (EFE).- As autoridades sauditas aplicaram a pena de morte a 108 pessoas desde o início de 2016, informou nesta quarta-feira a Human Rights Watch (HRW), que alertou que o número execuções deste ano pode superar as 158 de 2015.

A HRW lembrou em seu comunicado que o ano começou com uma "execução em massa" de 47 homens condenados por crimes terroristas, que aconteceu em 2 de janeiro.

Desde então, o mesmo destino tiveran outras 13 pessoas sentenciadas por narcotráfico, 47 por assassinato e uma por estupro, detalhou a ONG.

A maioria (86) executada é saudita, enquanto entre os estrangeiros figuram três jordanianos e três paquistaneses, todos executados por narcotráfico.

A HRW adiantou que espera a iminente execução de um jordaniano condenado à pena capital em janeiro de 2015, e cuja família assegura que nunca esteve envolvido em operações de narcotráfico e que assinou sua confissão após 12 dias de torturas.

"As execuções não são a resposta para deter o crime, sobretudo quando são o resultado de um sistema judiciário defeituoso que omite denúncias de torturas", disse na nota Sarah Leah Whitson, diretora da HRW para o Oriente Médio.

Na opinião de Whitson, "não há desculpa para o frequente uso da pena de morte por parte da Arábia Saudita", concretamente em casos de narcotráfico sem violência.

As 108 execuções de 2016 superam já as 88 realizadas em 2014 e estão a caminho de alcançar as 158 do ano passado.

As organizações de direitos humanos denunciaram que desde a chegada de Salman bin Abdelaziz ao trono em janeiro de 2015 disparou a aplicação da pena capital, assim como a repressão das vozes críticas no reino.

Entre os executados em 2 de janeiro figurava o clérigo opositor xiita Nimr Baqir al Nimr, cuja morte gerou uma crise diplomática entre Arábia Saudita e governos xiitas do Oriente Médio.

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