Papa diz que mundo está em guerra, mas não "guerra de religiões"

A bordo do avião papal, 27 jul (EFE).- O papa Francisco afirmou nesta quarta-feira que "o mundo está em guerra porque perdeu a paz", mas esclareceu que não se trata "de uma guerra de religiões" ao se referir no avião que o leva à Cracóvia aos recentes casos de violência.

"Não temos medo de dizer isto: o mundo está em guerra porque perdeu a paz", declarou perante os 75 representantes da imprensa, entre eles a Agência EFE, que o acompanham à Polônia.

Depois de falar isso e cumprimentar todos os jornalistas, ele retomou o microfone para esclarecer.

"Falo sério de guerra. Uma guerra de interesses, por dinheiro, por recursos naturais, pelo domínio dos povos. Mas não é uma guerra de religiões, porque todas as religiões querem a paz", enfatizou.

Com um tom aflitivo, que quebrava a alegria correspondente a uma viagem que o levará a encontrar com milhares de jovens, Francisco quis comentar os últimos episódios de violência e atentados, como o assalto ontem a uma igreja no norte da França e no qual o padre por morto.

"A primeira palavra que me vem à cabeça sobre o atual momento de violência é 'insegurança', mas a verdadeira palavra é 'guerra'", revelou, mencionando o padre Jacques Hamel, de 84 anos, assassinado ontem enquanto realizava a missa das 10h na cidade de Saint-Étienne-du-Rouvray, na Normandia, mas lembrando das mortes de muitos inocentes e não só na Europa.

"Há muito tempo, dizemos que o mundo vive uma guerra por partes. Lembramos este santo padre morreu no momento em que fazia orações para à Igreja. Ele é um, mas quantos cristãos, quantos inocentes, quantos crianças... pensemos, por exemplo, na Nigéria", afirmou o pontífice.

O papa também se referiu ao atual momento como uma guerra "não orgânica", ou seja, não declarada, mas "sim, organizada". No voo que levava o leva à cidade polonesa que sedia a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Francisco depositou suas esperanças nos jovens.

"Dizem que a juventude é a esperança, pois esperemos que os jovens nos digam algo e nos deem alguma esperança neste momento", disse ele.

Francisco agradeceu todos os que enviaram mensagens de solidariedade pelo assassinato do sacerdote, e destacou a ligação feita pelo presidente francês, François Hollande, que lhe transmitiu "seu pesar como um irmão".

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