Terroristas que atacaram igreja na França juraram lealdade ao EI em vídeo

Cairo, 27 jul (EFE).- Os dois terroristas que atacaram ontem uma igreja na Normandia, no noroeste da França, decapitando um padre, tinham jurado lealdade ao grupo Estado Islâmico (EI) em um vídeo gravado antes do atentado e divulgado nesta quarta-feira pela agência "Amaq", vinculada aos extremistas.

"Juro lealdade ao emir dos crentes, Abu Bakr al Baghdadi al Hosseini al Quraishi (líder do EI), escutarei suas ordens e irei obedecê-lo no fácil e no difícil", disse um deles, identificado como Abul Yalil al Hanafi, vestido com uma jaqueta militar.

Além disso, afirmou que sua lealdade a Al Baghdadi representa não discutir a autoridade do líder do EI, exceto se for detectada uma "heresia explícita" por sua parte.

Al Hanafi identificou seu companheiro, sentado junto a ele na gravação, como Ibn Omar. É habitual que os jihadistas se autodenominem por pseudônimos. Por isso, seus nomes reais devem ser diferentes dos afirmados na gravação.

No vídeo também é possível ver um papel colocado em uma tela de um notebook no qual é exibida a bandeira do EI e uma mensagem que diz abaixo "desde a França", escrito em árabe.

Os extremistas do EI, com base em textos islâmicos, acreditam que se um jihadista morre sem ter jurado lealdade a um califa, falecerá como um apóstata.

Ontem, os dois homens, armados com facas, invadiram a igreja de Saint-Éttiene-du-Rouvray, na Normandia, quando uma missa estava sendo realizada. Eles fizeram cinco reféns, entre eles o padre Jacques Hamel, de 84 anos, que acabou sendo decapitado.

Por volta de uma hora depois do início do sequestro, os dois terroristas saíram da igreja por motivos ainda desconhecidos e foram mortos por agentes da Brigada de Investigação da Polícia da França, por temor de que pudessem ter instalado explosivos no local.

Os homens gritaram "Allahu Akhbar" ("Deus é grande") ao sair do templo, disseram testemunhas, e a agência "Amaq", que reconheceu ambos como "soldados" do EI.

Por enquanto, as autoridades francesas só identificaram um dos dois terroristas como Adel Kermiche, um jovem de 19 anos que nasceu na mesma região onde ocorreu o atentado. Ele estava em liberdade condicional após ter sido condenado por tentar ir à Síria em 2015 para se unir a grupos jihadistas.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos