Acusado de financiar filme de "El Chapo" é extraditado para os Estados Unidos

México, 27 jul (EFE).- Autoridades do México entregaram em extradição para os Estados Unidos, Mauricio Sánchez Garza, suposto operador financeiro do Cartel de Sinaloa e acusado de ser encarregado de encontrar financiamento para o filme autobiográfico de Joaquín "El Chapo" Guzmán, informaram na quarta-feira os veículos de imprensa locais.

"Mauricio 'N' vai ser colocado à disposição para o Distrito Oeste do Texas por sua provável participação no crime de extorsão de um imóvel utilizando a violência, temor e lavagem de dinheiro", detalhou a Procuradoria Geral da República (PGR) em um boletim.

De acordo com publicações, o narcotraficante, de 45 anos, é acusado de lavar milhões de dólares de sua organização criminosa com investimentos imobiliários em San Antonio, Texas.

Também é considerado responsável por buscar financiamento para o filme que "El Chapo" procurou rodar com a atriz mexicana Kate del Castillo.

Sánchez Garza, suposto operador financeiro de Juan José Esparragoza, um dos líderes do Cartel de Sinaloa, foi preso por extradição no município de Zapopan, no estado mexicano de Jalisco, informou a PGR no dia 14 de janeiro deste ano.

Se for condenado no julgamento que deve enfrentar nos EUA, poderá pegar uma pena de até 20 anos.

Sánchez Garza também faz parte de uma investigação de agosto de 2014, que descobriu que Guzmán, dentro da prisão, planejava um filme e um livro autobiográficos.

No entanto, como foi revelado pelo jornal "San Antonio Express News", a paixão de Mauricio Sánchez pelo cinema é antiga, pois ao lado de Guzmán e do empresário Arturo San Antonio Madrigal, compraram um roteiro para uma espécie de continuação de "A Paixão de Cristo" de Mel Gibson.

Para as autoridades federais, de acordo com o jornal americano, Sánchez Garza é "peça-chave" para conhecer o papel de Kate del Castillo e Sean Penn na provável utilização de recursos de procedência ilícita para a realização do filme.

A atriz manteve contato com "El Chapo" por mensagens de telefone e através de seus advogados durante meses, mesmo durante seu confinamento.

Os promotores investigam se Kate recebeu alguma remuneração do líder do Cartel de Sinaloa para a marca de tequila Honra del Castillo ou as filmagens de seu filme.

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