EUA pedem que governo venezuelano permita revogatório "imediatamente"

Washington, 28 jul (EFE).- Os Estados Unidos criticaram nesta quinta-feira os "atrasos desnecessários" do referendo revogatório contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e urgiu o governo do país caribenho a permitir "imediatamente" que o processo siga adiante para refletir "a vontade do povo venezuelano".

"Os Estados Unidos seguem preocupados com os atrasos desnecessários do processo de referendo revogatório na Venezuela", disse em uma declaração enviada à Agência Efe o porta-voz do Departamento de Estado americano, John Kirby.

"Urgimos o governo venezuelano a respeitar seus próprios mecanismos constitucionais e permitir imediatamente que este processo siga adiante sem atrasos, de acordo com a vontade do povo venezuelano", acrescentou Kirby.

O porta-voz lembrou que "a Constituição venezuelana garante aos venezuelanos o direito que suas vozes sejam escutadas mediante o processo de referendo revogatório".

A reação dos Estados Unidos é conhecida um dia depois que o deputado governista Diosdado Cabello, um dos personagens mais conhecidos dentro do chavismo, assegurou que fará tudo o que estiver dentro das possibilidades constitucionais para que o referendo revogatório contra Maduro não aconteça este ano.

"Eu vou fazer o que tiver que fazer para que aqui não haja referendo dentro da Constituição e da lei, tenham certeza", disse Cabello ontem durante seu programa transmitido pelo canal estatal "VTV".

A oposição venezuelana está esperando desde junho que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) se pronuncie sobre quais são os requisitos a seguir para continuar com a próxima fase que leve ao referendo revogatório contra o chefe de Estado venezuelano.

Essa nova fase consiste na coleta do apoio de 20% do censo eleitoral do país, o equivalente a quatro milhões de pessoas.

Hoje, o dirigente opositor venezuelano Henrique Capriles garantiu que, se o Poder Eleitoral não anunciar na próxima segunda-feira a data para essa seguinte etapa do processo, na semana que vem haverá uma mobilização denominada "a tomada de Caracas".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos