Governo da Venezuela rejeita "declarações atrevidas" de porta-voz dos EUA

Caracas, 28 jul (EFE).- O governo da Venezuela manifestou nesta quinta-feira sua rejeição às "atrevidas declarações" do porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, John Kirby, que nesta quinta-feira urgiu o país caribenho a permitir "imediatamente" o referendo impulsionado pela oposição para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro.

"A República Bolivariana da Venezuela rejeita categoricamente as atrevidas declarações do porta-voz do Departamento de Estado americano John Kirby", disse a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, em sua conta no Twitter.

Além disso, e pela mesma rede social, a ministra das Relações Exteriores venezuelana declarou que o governo dos EUA "não só violenta" o estado de direito internacional "com suas intrusivas e pretensas ordens", mas "também ignora que a Venezuela é um país soberano".

Rodríguez também indicou que o governo de Nicolás Maduro "anseia que o povo americano algum dia possa desfrutar de uma democracia genuína ao estilo do protagonismo popular bolivariano" e convida os Estados Unidos "a cingir seu comportamento aos princípios e propósitos da Carta ONU".

Kirby afirmou hoje em uma declaração enviada à Agência Efe que "os Estados Unidos seguem preocupados com os atrasos desnecessários do processo de referendo revogatório na Venezuela".

"Urgimos o governo venezuelano a respeitar seus próprios mecanismos constitucionais e permitir imediatamente que este processo siga adiante sem atrasos, de acordo com a vontade do povo venezuelano", acrescentou Kirby.

A declaração de Kirby acontece no momento em que a oposição venezuelana reunida na Mesa da Unidade Democrática (MUD) se mantém à espera que o Poder Eleitoral anuncie a passagem para a próxima etapa para a ativação do referendo.

Esta fase se traduz na coleta do apoio de 20% dos inscritos no registro eleitoral, o que equivale a quatro milhões de pessoas que estamparão suas impressões digitais para pedir o revogatório.

A oposição espera que o referendo possa acontecer antes do final deste ano, pois caso contrário se perderia o lapso constitucional para eleger um novo presidente e, se for afastado, Maduro cederia o comando a seu vice-presidente.

As relações entre EUA e Venezuela foram conflituosas desde a chegada ao poder em 1999 do já falecido presidente Hugo Chávez, mentor e antecessor de Maduro, e desde 2010 as delegações dos EUA em Caracas e da Venezuela em Washington não contam com embaixadores. EFE

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