Michael Bloomberg pede votos para Hillary vencer o "perigoso demagogo" Trump

Filadélfia (EUA), 27 jul (EFE).- O ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, pediu votos nesta quarta-feira na Convenção Nacional Democrata para a candidata presidencial Hillary Clinton a fim de conter seu rival, o republicano Donald Trump, a quem considerou uma ameaça para os Estados Unidos.

"Há momentos nos quais discordo de Hillary Clinton. Mas qualquer que sejam nossos desacordos, vim para dizer: devemos colocá-los de lado pelo bem de nosso país. Devemos unir-nos ao redor de uma candidata que pode vencer um perigoso demagogo", ressaltou Bloomberg.

O ex-prefeito cogitou apresentar-se ele mesmo como candidato presidencial independente para as eleições de novembro, mas em março anunciou sua desistência porque, segundo sua opinião, essa decisão poderia tirar votos de Hillary e beneficiar Trump indiretamente.

Por isso, como um patriota independente e sem nenhuma afiliação política, Bloomberg compareceu hoje na Convenção Democrata para respaldar Hillary, a quem descreveu como uma pessoa "capaz de resolver problemas" frente a um "lança-granadas" como Trump.

"Verdade seja dita, Trump é realmente rico, mas de hipocrisia. Ele quer que acreditemos que pode resolver nossos maiores problemas deportando mexicanos ou deixando os muçulmanos fora. Ele quer que acreditemos que levantando barreiras trará trabalhos. Ele se equivoca em ambas coisas", afirmou.

"Só podemos resolver nossos maiores problemas se nos unirmos e recebermos de braços abertos as liberdades de nossos pais fundadores que se estabeleceram aqui na Filadélfia", acrescentou Bloomberg em referência à cidade berço dos EUA e onde acontece a convenção.

De sua perspectiva de multimilionário empresário de veículos de comunicação, Bloomberg alertou que uma presidência de Trump teria consequências desastrosas para a economia dos EUA.

"O importante é que Trump é arriscado, imprudente e uma opção radical. E não podemos fazer essa escolha", ressaltou.

Bloomberg, prefeito de Nova York entre 2002 e 2013, militou primeiro no Partido Democrata, até o ano 2000, depois passou ao Republicano e mais adiante se declarou independente.

O dono do império de informação financeira que leva seu nome está de acordo com os democratas em assuntos como o casamento gay, o aborto, a mudança climática e a abertura de um processo para conceder cidadania aos imigrantes ilegais.

No entanto, como um dos homens mais ricos dos EUA, Bloomberg respalda Wall Street e protagonizou várias disputas com os sindicatos de Nova York, o que desperta a rejeição da ala mais progressista dos democratas.

Por tudo isso, seu discurso esta noite na Convenção Democrata se dirigiu aos mais moderados do partido e aos republicanos da velha guarda que ainda se recusam a votar em Trump, um polêmico candidato contrário a algumas das tradicionais abordagens dos conservadores. EFE

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