Imperador japonês pode abdicar do trono em discurso no próximo mês

Em Tóquio

  • Shizuo Kambayashi/ AP

    O imperador japonês Akihito tem 82 anos e estado de saúde delicado

    O imperador japonês Akihito tem 82 anos e estado de saúde delicado

O imperador do Japão, Akihito, fará um discurso na televisão em agosto onde abordará seu desejo de abdicar o posto em nome de seu filho, Naruhito, devido a sua avançada idade e estado de saúde, segundo informações da emissora pública "NHK".

No último dia 13, a própria emissora já tinha antecipado, citando fontes da Agência da Casa Imperial, que Akihito, de 82 anos, tem intenção de passar "nos próximos anos" o Trono do Crisântemo para seu filho, 56, porque se sente cada vez mais cansado.

A data prevista para o discurso seria, em princípio, no próximo dia 8 de agosto, depois da realização de uma sessão extraordinária da Dieta (parlamento) e uma remodelação do governo que o primeiro-ministro Shinzo Abe deve anunciar no dia 3, acrescentou a "NHK".

A Agência da Casa Imperial estaria planejando que o líder pronunciasse ao vivo um discurso de aproximadamente 10 minutos de duração.

Dado que a Constituição não inclui atualmente disposições para a sucessão em vida, o imperador poderia evitar falar diretamente de abdicação e sugeriria sua intenção ao público japonês usando outras palavras.

O imperador só se dirigiu pela televisão ao povo japonês em uma ocasião: no dia 16 de março de 2011, por causa do terremoto e tsunami que devastaram o nordeste do país e provocaram o pior acidente nuclear desde Chernobyl, na central de Fukushima.

Naquela ocasião, o discurso de Akihito, que qualificou a tragédia como a pior que atingiu o Japão desde a Segunda Guerra Mundial, foi gravado antes de ser transmitido.

A saúde do imperador japonês tem ficado debilitada nos últimos anos, já que se submeteu a uma operação de 'by-pass' coronário em 2012 e também sofreu um câncer de próstata em 2003, depois vendo sofrer de osteoporose, por conta do efeito do tratamento hormonal.

Devido a sua idade e problemas de saúde, a opinião pública japonesa debateu nos últimos anos a possibilidade de reduzir a carga de trabalho de Akihito, que delegou a seu filho Naruhito algumas das obrigações de sua agenda.

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