Papa dá conselhos e faz selfies em almoço com jovens na Cracóvia

Cristina Cabrejas.

Cracóvia (Polônia), 30 jul (EFE).- "Foi como almoçar com o meu pai". Foi assim que Paula Mora, uma das 14 jovens que teve a possibilidade de fazer uma refeição com o papa Francisco na Cracóvia, onde receberam muitos conselhos, brincaram e principalmente fizeram várias selfies, sintetizou o encontro.

O grupo se tornou neste sábado a grande estrela da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2016 na Polônia e a imprensa de todo o mundo quis saber como foi o encontro, afinal de contas não é todo dia que alguém tem a oportunidade de comer com o papa. A organização da Jornada escolheu através de sorteio entre os voluntários 13 representantes de cinco continentes e uma jovem tradutora.

Sentados à mesa, com um altar branco e alguns arranjos de flores amarelas - as cores da bandeira do Vaticano - estavam o arcebispo da Cracóvia, cardeal Stanislaw Dziwisz, o papa, e os 14 meninos e meninas de vários países, incluindo o brasileiro José Carlos Pasternak.

De início, os jovens nada falavam. Estavam nervosos, sem saber o protocolo a ser seguido diante do pontífice e com a responsabilidade de estar diante do maior representante da Igreja Católica, mas Francisco imediatamente quebrou o gelo.

"Vamos ver: quem aqui fala espanhol?", perguntou ele, segundo explicou à Efe o costa-riquenho Marco Bulgarelli, que ainda não acredita o que vivenciou naquele almoço.

Marco contou que cinco pessoas levantaram a mão e um polonês disse, timidamente, que sabia falar algumas palavras. Então, o pontífice decidiu falar no seu próprio idioma e começou o bate-papo dando conselhos, mas também fazendo algumas brincadeiras e até deixando que os convidados fotografassem.

"Foi uma experiência maravilhosa e única na vida. Ele perguntou como estávamos, o que gostávamos de fazer, um monte de coisa da nossa vida e depois nos deu dicas sobre como evangelizar", contou o costa-riquenho.

Já para o brasileiro José, a experiência não poderia ter sido melhor.

"Foi incrível e inesquecível. O Santo Padre é uma pessoa muito humilde, uma pessoa muito agradável, e durante o almoço nos deixou muito à vontade. Sempre esteve aberto às nossas perguntas, quis falar com todos", disse o jovem à agência oficial do Vaticano, a "News VA".

O menu foi tipicamente polonês: pierogi, carne e sobremesa. Perguntado sobre qual era o seu prato preferido, Francisco respondeu que tem "estômago de avestruz" e que come de tudo.

Mas o papa também ficou sério quando falou sobre a importância de rezar e de confessar. Conforme disse, ele se confessa a cada 15 ou 20 dias com um franciscano e explicou que não é necessário ter vergonha de dizer os próprios pecados.

Paula Mora, que veio do sul da Colômbia para ser voluntária na Cracóvia, conta que só conseguiu entregar ao papa uma pequena imagem de Nossa Senhora de Las Lajas, a padroeira do seu país, porque recebeu a notícia do almoço de surpresa, já na Polônia, e não tinha nada mais para presentear.

No final do almoço, todos pediram "uma sessão de selfies" com o pontífice que, com muita calma, passou um longo período com os jovens tirando fotos e mais fotos.

"O papa teria continuado conosco ali, mas os seguranças disseram que tínhamos que ir", explicou ela.

Fã de futebol, Francisco não pôde evitar perguntar a José quem era melhor: Pelé ou Maradona?

"Eu gosto mais do Messi, santidade", brincou o jovem, encerrando a discussão.

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