Ofensiva contra o EI no norte da Síria deixa quase 1.450 mortos em 2 meses

Cairo, 31 jul (EFE).- Pelo menos 1.439 pessoas morreram nos últimos dois meses da ofensiva das Forças da Síria Democrática (FSD), uma coalizão curdo-árabe apoiada pelos Estados Unidos, contra o grupo Estado Islâmico (EI) em Manbech, no norte do país.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou neste domingo que entre os mortos estão 399 civis, sendo 98 deles menores de idade e 50 mulheres. A ONG documentou a morte de 200 civis por bombardeios do EI, disparos de franco-atiradores e explosão de carros bomba. Os 199 restantes foram vítimas dos ataques aéreos da coalizão internacional liderada pelos EUA.

Além disso, 203 combatentes curdos e árabes morreram nos confrontos com os jihadistas, que seguem em andamento hoje em Manbech e seus arredores, de acordo com o Observatório. Entre os jihadistas foram pelo menos 837 mortos, segundo o relatório.

O documento também afirma que o controle dos jihadistas dentro de Manbech caiu para 60% depois do início da ofensiva, que começou no último dia 31 de março. A cidade é um dos redutos do EI na província de Aleppo junto com Al Bab, que fica a cerca de 20 quilômetros.

Segundo os números do Observatório, cerca de 30 mil moradores fugiram de Manbech desde o início da ofensiva, sendo resgatados pela milícia curdo-árabe. Outras dezenas de milhares continuam cercados na cidade, sofrendo uma difícil situação alimentar e sanitária.

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