Adepto do EI se declara culpado de planejar ataque contra Congresso dos EUA

Washington, 1 ago (EFE).- Um americano se declarou nesta segunda-feira perante um tribunal de Cincinnati (Ohio) culpado de planejar um atentado contra o Congresso dos Estados Unidos em apoio ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), informaram fontes judiciais.

Christopher Lee Cornell, de 22 anos, pretendia atacar o Capitólio de Washington, sede do Congresso, durante o discurso sobre o Estado da União que o presidente Barack Obama fez em 20 de janeiro de 2015, segundo o Departamento de Justiça.

Essa informação foi divulgada hoje em uma audiência no Tribunal de Distrito de Cincinnati, na qual Cornell admitiu sua culpabilidade após ter se declarado previamente inocente das quatro acusações formuladas pela procuradoria.

Cornell se declarou hoje culpado de tentativa de assassinato de funcionários dos EUA, oferecimento de apoio material a uma organização terrorista e uma terceira acusação relacionada com posse de armas de fogo.

A procuradoria retirou a quarta acusação, requerimento para cometer um crime violento, e pedirá uma pena de 30 anos de prisão.

A juíza relatora do caso, Sanadra Beckwitch, anunciou uma audiência para o próximo dia 31 de outubro, na qual deve ditar a sentença.

Beckwitch declarou em abril que Cornell era competente para enfrentar um julgamento, depois que seus advogados questionaram sua saúde mental.

O FBI (polícia federal americana) deteve Cornell em 14 de janeiro de 2015 no estacionamento de uma loja de venda de armas perto de Cincinnati, onde, segundo as autoridades, o acusado tinha comprado dois fuzis de assalto M-15 e munição.

Segundo documentos judiciais, Cornell tinha expressado seu respaldo à jihad (guerra santa) de maneira violenta em uma conta do Twitter sob o pseudônimo "Raheel Mahrus Ubaydah", um nome muçulmano com o qual se identificou durante um período.

Além disso, Cornell supostamente publicou declarações, vídeos e outros conteúdos de apoio ao EI.

No ano passado, o acusado ligou para a emissora de televisão "WXIX-TV", em Cincinnati, de dentro da prisão em Kentucky na qual estava recluso.

Perguntado por seus planos caso não tivesse sido detido, Conrnell respondeu: "Teria colocado (uma arma) na cabeça de Obama, teria apertado o gatilho. Então teria disparado mais balas contra membros do Senado e a Câmara dos Representantes".

"E teria atacado a Embaixada israelense e outros edifícios", acrescentou o réu.

Cornell, que se identificou como muçulmano, afirmou que queria atacar o Congresso pela "contínua agressão americana contra nosso povo e pelo fato de que os EUA, especificamente o presidente Obama, querem travar uma guerra contra o EI".

O jovem assegurou que o apoio ao Estado Islâmico é amplo no país americano: "Estamos em Ohio. Estamos em cada estado. Estamos mais organizados do que o senhor pensa", acrescentou na entrevista à emissora.

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