Galícia antecipa eleições regionais por incerteza política na Espanha

Santiago de Compostela (Espanha), 1 ago (EFE).- As eleições da região autônoma da Galícia, no noroeste da Espanha, foram antecipadas para o dia 25 de setembro, a mesma data do pleito local no País Basco, no norte do país, para evitar coincidir com uma eventual terceira convocação das eleições nacionais devido à crise política.

O presidente galego, o conservador Alberto Núñez Feijóo, do Partido Popular (PP), considerou a decisão de fazer as eleições coincidirem com o pleito basco como "séria e responsável", apesar de ter comunicado anteriormente que as mesmas seriam em outubro.

Realizar eleições em outra data não seria positivo para a Galícia, nem para a Espanha, devido à "situação política" no país, já que isso poderia prolongar "a instabilidade gerada pelos diferentes processos eleitorais", indicou Núñez Feijóo.

Além disso, o presidente galego se referiu à "sensação de cansaço" que muitos cidadãos galegos podem sentir pela situação política dos últimos meses, mas comentou que isso não é sua "responsabilidade".

As eleições bascas - anunciadas na última sexta-feira - e galegas coincidirão pela terceira vez consecutiva, após 2009 e 2012.

Núñez Feijóo, que preside o governo galego desde 2009 e foi reeleito em 2012, tentará revalidar seu mandato neste pleito, e enfrentará o socialista Xoaquín Fernández Leiceaga (PSdeG) e a nacionalista Ana Pontón (Bloco Nacionalista Galego, BNG), que concorrerão pela primeira vez.

Nos últimos anos, a política galega viveu uma legislatura marcada por enfrentamentos entre as distintas forças políticas.

Quando não tinham passado mais de três meses do início do mandato de Núñez Feijóo, o jornal "El País" publicou fotos da década de 1990 na qual o político aparecia em um iate ao lado de Marcial Dorado, um traficante galego agora condenado, o que suscitou uma tempestade política da oposição, que pediu a renúncia do governante galego.

Entre os eventos mais importantes vividos na região da Galícia na última legislatura está o trágico acidente ferroviário de julho de 2013, que deixou 80 mortos e mais de 100 feridos, do qual não foram esclarecidas as responsabilidades penais e cujas consequências políticas ainda não foram resolvidas.

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