Rajoy tentará acordos com PSOE e liberais para formação de governo

Madri, 1 ago (EFE).- O presidente do Governo espanhol interino e líder do Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, iniciará na terça-feira uma rodada de contatos com os socialistas e liberais para convencê-los a apoiarem a formação de um novo Executivo, apesar da negativa destes.

Rajoy, que aspira a reeleição sem maioria absoluta, se reunirá amanhã com o líder socialista, Pedro Sánchez, e na quarta-feira com o presidente dos Ciudadanos (partido político), Albert Rivera.

Por enquanto, ambos partidos insistem em manter suas posições: os socialistas asseguram que votarão "não" à posse, enquanto os liberais estariam dispostos a se abster, o que impossibilitaria a reeleição de Rajoy como presidente do Governo pelo Congresso dos Deputados.

Na primeira votação de posse, o candidato deve obter a maioria absoluta da câmara (176 votos). Se não conseguir, realizará uma segunda votação, na qual bastaria maioria simples (mais 'sim' do que não).

Dado que o PP conseguiu nas eleições de junho 137 cadeiras das 350 do Congresso, necessitaria do "sim" dos 85 deputados do PSOE, algo que é praticamente impossível, por se tratar de seu oponente tradicional; ou bem o "sim" dos Ciudadanos (partido político) (32 cadeiras) e a abstenção dos socialistas, algo que por enquanto, também não parece provável.

Os liberais insistem que dirão "não" na primeira votação e se absterão na segunda, e pedem que o PSOE faça o mesmo.

Esta é a mesma opinião que ontem manifestou o ex-presidente do governo espanhol e histórico líder socialista, Felipe González, em uma entrevista ao jornal argentino "Clarín".

O PP, como fez Rajoy ao aceitar a incumbência do rei para tentar formar governo no dia 28, transfere a responsabilidade ao desbloqueio da situação ao PSOE e aos Ciudadanos.

Se não conseguir acordos, a Espanha pode ter a terceira eleição em menos de um ano, após o pleito de 20 de dezembro de 2015 e de 26 de junho, nos quais o PP obteve o maior número de votos e cadeiras, mas insuficientes para formar governo.

Rajoy justifica a necessidade de aglutinar apoios e formar um governo rapidamente já que está pendente a elaboração dos orçamentos para 2017 e a aprovação de medidas para cumprir com o objetivo de déficit marcado por Bruxelas, que se situa em 3,1% do PIB em 2017, o que suporá um corte do gasto público.

Mas Sánchez foi taxativo em 28 de julho, após ver o rei, quando insistiu que o PSOE "não vai apoiar aquilo que quer mudar", em alusão ao governo conservador de Rajoy.

E desde os Ciudadanos Rivera pediu hoje aos socialistas que se abstenham.

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