EUA investigam suposto ataque com gás tóxico no norte da Síria

Washington, 2 ago (EFE).- O governo dos Estados Unidos anunciou que investiga relatórios sobre um suposto bombardeio com gás tóxico ocorrido na segunda-feira no norte da Síria que, se for confirmado, seria algo "extremamente grave" e uma violação de duas resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, John Kirby, reagiu à denúncia emitida pela Defesa Civil síria, um grupo de voluntários que desenvolve trabalhos de resgate, de que ontem houve um suposto bombardeio com gás cloro em Saraqeb, no leste da província síria de Idlib.

"Não posso confirmar a veracidade desses relatórios. Estamos examinando a situação com aliados na região. Se for verdade, seria certamente algo extremamente grave", disse Kirby em entrevista coletiva diária.

Em comunicado, a Defesa Civil síria detalhou que um helicóptero lançou dois barris, cada um com cinco cilindros de cloro e bolas de ferro de diferentes tamanhos.

A nota acrescentou que pelo menos 33 civis foram afetados pelo gás, entre eles dez menores de idade e 18 mulheres, e que três pessoas estão em estado grave.

A organização divulgou um vídeo no qual é possível ver vários homens com dificuldades para respirar e que são atendidos com máscaras de oxigênio.

Kirby ressaltou que os EUA "condenam categoricamente o uso de ataques químicos contra civis, o que viola não só a cessação de hostilidades, mas também os padrões e normas internacionais, inclusive a Convenção de Armas Químicas, da qual o governo da Síria é membro, assim como duas resoluções do Conselho de Segurança da ONU".

O representante do Departamento de Estado americano acrescentou que a Organização para a Proibição das Armas Químicas é a responsável por supervisionar as denúncias de ataques com substâncias tóxicas, e que "essas investigações podem levar muito tempo para determinar o ocorrido".

Este bombardeio em Saraqeb aconteceu após um helicóptero russo ser derrubado ontem por combatentes na mesma região, embora o ataque não tenha sido reivindicado por nenhum grupo.

O Kremlin anunciou as mortes dos cinco tripulantes do helicóptero Mi-8, encontrado em Idlib quando retornava para base após levar ajuda humanitária à cidade de Aleppo.

O Observatório informou que os bombardeios se intensificaram na área após a queda do helicóptero russo, mas não detalhou se foram ataques da força aérea síria ou da russa.

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