Obama diz que possível ciberataque russo não agravará relação com os EUA

Washington, 2 ago (EFE).- O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta terça-feira que, se ficar confirmado que a Rússia está por trás do ciberataque cometido contra o Comitê Nacional Democrata (DNC), isso seria "um verdadeiro problema", mas não mudaria drasticamente as coisas em uma já "relação difícil" entre as duas potências.

Se o FBI corroborar que a Rússia está por trás do ataque, que expôs a parcialidade do DNC nas eleições primárias dos EUA, "isso será uma coisa a mais da longa lista de assuntos dos quais falamos o senhor (presidente russo Vladimir) Putin e eu, e que para mim supõem um verdadeiro problema", disse Obama em entrevista coletiva na Casa Branca.

"Mas não acredito que isso mude drasticamente a relação já dura e difícil que temos com a Rússia", acrescentou Obama após se reunir com o primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong.

Obama garantiu que isso não evitaria que os Estados Unidos "sigam buscando soluções para implementar o acordo de Minsk" com relação à Ucrânia, nem que deixe de tentar "que haja uma transição política na Síria".

"Já temos muitas diferenças com a Rússia, em muitos assuntos, mas acho que fomos capazes de nos mantermos concentrados nas áreas onde temos ainda um interesse comum, entendendo que temos profundos desacordos em assuntos como a Ucrânia", explicou Obama.

A candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, acusou neste fim de semana a Rússia de estar por trás do ciberataque cometido contra o DNC, algo que o governo de Vladimir Putin negou.

Obama reconheceu que "houve algumas avaliações segundo as quais isto pode ter sido um ciberataque russo", mas lembrou que o FBI está fazendo sua própria investigação a respeito e que esperará os resultados para tirar conclusões definitivas.

A filtragem consistiu em 20 mil e-mails publicados pelo Wikileaks e revelou estratégias do DNC (secretariado do Partido Democrata) para debilitar o senador Bernie Sanders diante de Hillary, sua rival nas eleições primárias democratas.

A campanha de Hillary acredita que o objetivo dos hackers russos era ajudar o candidato republicano, Donald Trump, devido a suas declarações favoráveis a Putin e Rússia.

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