Obama justifica ataques dos EUA na Líbia para "que o EI não fique forte"

Washington, 2 ago (EFE).- O presidente dos EUA, Barack Obama, justificou nesta terça-feira o início dos ataques americanos contra o Estado Islâmico (EI) na Líbia ontem, ao considerar necessário assegurar que esse grupo jihadista "que não fique forte" nesse país do norte da África aproveitando sua instabilidade política.

Os ataques americanos começaram "a pedido desse governo, e depois que foram feitos avanços significativos contra o EI" para encurralar o grupo jihadista em "uma área muito restringida nos arredores de Sirte", ressaltou Obama em entrevista coletiva junto ao primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, na Casa Branca.

"Está no interesse da segurança nacional dos Estados Unidos em nossa luta contra o EI assegurar que (o Executivo líbio) possa terminar esse trabalho. Por isso, trabalhamos junto com eles, para assegurar que o EI não fique forte na Líbia", disse o líder.

O Pentágono anunciou na segunda-feira que tinha começado a desdobrar ataques contra o EI na Líbia centrando-se na zona de Sirte, uma cidade localizada entre Trípoli e Benghazi que se transformou em reduto dos jihadistas.

Obama destacou que "a boa notícia" é que o governo do Acordo Nacional Líbio reconhece a presença do EI "como contrário a seus interesses", e se mostrou "esperançoso" de que uma vez "que tenha expulsado o EI" da Líbia, "possam começar a unir as partes dentro desse país".

"Não só nós, mas também os europeus e outros países no mundo têm um grande interesse em ver estabilidade na Líbia, porque a ausência de estabilidade ajudou a alimentar alguns dos desafios que vimos, como a crise migratória na Europa e as tragédias humanitárias nos mares entre Líbia e Europa", sustentou Obama.

Obama admitiu no último ano que a coalizão internacional que acabou em 2011 com a ditadura de Muammar Kadafi não fez o suficiente para garantir a estabilidade posterior na Líbia, e hoje foi questionado sobre a possibilidade de que esta nova campanha militar seja uma consequência direta desses erros.

"Disse em várias ocasiões que fizemos o correto ao prevenir o que poderia ter sido um massacre, um banho de sangue na Líbia, e fizemos isso dentro de uma coalizão internacional e sob o mandato da ONU", ressaltou o presidente americano.

"Mas acredito que todos nós, coletivamente, não prestamos a atenção suficiente ao que tinha que acontecer no dia seguinte, e no seguinte, para assegurar que havia estruturas fortes que assegurassem uma segurança básica e a paz dentro da Líbia", acrescentou.

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