Político republicano votará em Hillary porque "Trump não pode liderar os EUA"

Nova York, 2 ago (EFE).- O congressista republicano Richard Hanna anunciou nesta terça-feira que votará em Hillary Clinton nas eleições de novembro porque o candidato de seu partido, Donald Trump, não está capacitado e "não pode liderar" os Estados Unidos.

"Embora discorde dela em muitos assuntos, votarei em Hillary. Estou convencido que ser um bom americano que ama este país vai além dos partidos ou de ganhar ou perder", disse Hanna em uma coluna de opinião em um jornal de Syracuse (Nova York).

Hanna se transforma assim no primeiro congressista republicano que anuncia publicamente seu respaldo à Hillary nas eleições presidenciais de novembro e a elevar o tom de suas críticas ao candidato oficial de seu partido.

"Eu acho ele profundamente ofensivo e narcisista, mas sobre todas as coisas, é um chulo de primeira classe e qualquer coisa menos um líder (...) Não está capacitado para servir nosso partido e não pode liderar este país", escreveu o congressista.

Hanna garantiu que nunca pretendeu concordar em tudo com o futuro presidente, mas insistiu que os requisitos mínimos que, segundo sua opinião, são necessários para poder chegar a sê-lo é que seja uma pessoa "benevolente, honesta, digna, compassiva e respeitosa".

O congressista explicou que estava há meses pesando sobre a possibilidade de votar em Hillary Clinton em novembro, e no final tomou a decisão depois da última "série de insultos" lançadas por Trump contra os pais de um militar muçulmano morto no Iraque.

"Onde devemos traçar o limite? Pensei que seria quando acusou o senador John McCain de não ser um herói de guerra porque terminou capturado. Ou os inumeráveis insultos que seguiu lançando (...) Para mim, não é suficiente denunciar seus comentários", acrescentou.

Neste sentido, o congressista reiterou que há tempos acredita que o Partido Republicano está cada vez "menos capacitado" para nomear uma pessoa que pode ser elegível presidente do país e criticou também o processo de primárias.

"As primárias estão desenhadas para atrair só as bases do partido, mas não se pode ignorar que deslocamos muitas mulheres, hispânicos, membros da comunidade LGBT, jovens e muitos outros", lamentou Hanna.

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