Turquia emite ordem de detenção a 98 funcionários de hospital militar

Istambul, 2 ago (EFE).- A promotoria turca ordenou a detenção de 98 funcionários do hospital militar de Gülhane em Ancara (GATUNA), acusados de ser seguidores de Fethullah Gülen, o predicador islamita que é acusado pelo governo turco de orquestrar o fracassado golpe de 15 de julho, informa nesta terça-feira a agência "Anadolu".

Até o momento foram detidas 50 pessoas, entre eles vários médicos com categorias de oficiais militares, diz a citada agência.

Pouco depois do golpe, o governo garantiu que a confraria gülenista estava infiltrada em várias academias e centros militares, entre eles o GATUNA, uma instituição fundada em 1898 durante o Império Otomano.

Este hospital goza de uma excelente fama na Turquia como centro de pesquisa médica e atendimento às necessidades de saúde do Exército.

Há dez dias, três médicos com categoria de general foram detidos sob a suspeita de fazerem parte da rede golpista.

Por outro lado, a Promotoria de Ancara decretou hoje também a detenção de 120 pessoas por suposta relação com o vazamento de um vídeo que forçou em 2010 a renúncia do então presidente do partido opositor social-democrata CHP, Deniz Baykal, no qual se mostrava uma relação sua extraconjugal.

Cerca de 30 acusados já cumprem prisão preventiva e 34 deles são policiais.

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