Cientista egípcio Ahmed Zewail, prêmio Nobel de Química, morre aos 70 anos

Cairo, 3 ago (EFE).- O cientista egípcio Ahmed Zewail, Prêmio Nobel de Química em 1999, morreu aos 70 anos na Califórnia (Estados Unidos), onde era professor universitário, informaram nesta quarta-feira a imprensa local.

As autoridades do Egito lamentaram a morte na noite de ontem de Zewail, o descrevendo como "filho ilustre", enquanto a imprensa egípcia destacou hoje em suas manchetes prevendo que ele será sepultado em seu país de origem.

Apesar da causa de sua morte não tenha sido informado oficialmente, o cientista sofria de um câncer de medula espinhal desde 2013.

Nascido no dia 26 de fevereiro de 1946 na cidade de Damanhur, no Delta do Nilo, começou seus estudos superiores na Universidade de Alexandria.

Zewail viajou para os EUA graças a uma bolsa de estudos e obteve um doutorado na Universidade da Pensilvânia.

Também trabalhou como pesquisador na Universidade da Califórnia e no Instituto Tecnológico da Califórnia.

Em 1999, ele ganhou o Nobel de Química por demonstrar a "câmera lenta" o movimento dos átomos de uma molécula durante uma reação química, por meio de uma técnica ultra-rápida de raios laser.

O presidente do Egito, Abdul Fatah Al-Sisi, expressou sua profunda tristeza pelo falecimento do cientista e apresentou suas condolências a sua família e a todos seus alunos.

"O Egito perdeu um de seus filhos ilustres e um grande cientista que se esforçou tenazmente para exaltar o nome de seu país em vários fóruns científicos internacionais", disse em comunicado.

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