EUA ampliam cooperação com países asiáticos para combate ao terror e comércio

Washington, 3 ago (EFE).- Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira um esforço para ampliar a cooperação com os países da Ásia Central em comércio, desenvolvimento econômico, estímulo ao uso de fontes de energia limpas e combate ao terrorismo, além de um investimento de US$ 15 milhões para ajudar a região a proteger-se dos efeitos do aquecimento global.

Os ministros de Relações Exteriores de Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Turcomenistão e Tadjiquistão se reuniram hoje em Washington com o secretário de Estado americano, John Kerry.

Este foi o segundo encontro ministerial do novo mecanismo de cooperação entre os EUA e as repúblicas centro-asiáticas, conhecido como C5+1, com o qual Washington tenta aproximação com uma região importante na luta contra o Estado Islâmico (EI) enquanto faz frente a Rússia e China, que enxergam essa área como quintal de casa.

"Esperamos conseguir mais avanços através de um novo enfoque regional construído em torno de iniciativas sobre luta contra o terrorismo, comércio e investimento, desenvolvimento econômico e estímulo ao uso de fontes limpas de energia", disse Kerry no início do encontro do grupo, que também se reuniu em novembro do ano passado no Uzbequistão.

Além disso, a reunião coincide com a celebração do 25º aniversário da independência das repúblicas centro-asiáticas e do começo de suas relações diplomáticas com os Estados Unidos, um período no qual os países da região "amadureceram" com o apoio de Washington, segundo o ministro das relações exteriores cazaque, Erlan Idrissov.

Kerry anunciou que os Estados Unidos "darão início a conversas no âmbito do Fórum Global Contra o Terrorismo para apoiar os estados centro-asiáticos em seus esforços no combate à radicalização na região e reduzir a ameaça que apresentam os combatentes estrangeiros".

O C5+1 iniciou nesta quarta-feira outros três projetos. Um deles tem como foco "aumentar o comércio em setores-chave das economias" e torná-las mais competitivas. Outro tem como objetivo "melhorar os setores logísticos e de transporte" para favorecer "um mercado dinâmico" nos cinco países, explicou Kerry.

Por último, os Estados Unidos irão colaborar com "cada um dos países para o desenvolvimento de fontes de energia renováveis e mais limpas", além de investirem US$ 15 milhões para ajudar os países na adaptação "aos novos padrões necessários para o combate da ameaça representada pelo aquecimento global", acrescentou o secretário de Estado.

O chanceler do Cazaquistão agradeceu a Kerry pela contribuição e lembrou que visitou Nova York nesta terça-feira para assinar o acordo de Paris contra a mudança climática na sede das Nações Unidas e reunir-se com o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon.

"O Cazaquistão está comprometido a ratificar este acordo o mais rápido possível, antes que acabe este ano", afirmou Idrissov, que lembrou que, a partir de janeiro, o país será "o primeiro centro-asiático" a ocupar um assento no Conselho de Segurança da ONU como membro não permanente.

O ministro cazaque opinou que o C5+1 é "oportuno e útil" e disse confiar que o grupo "tenha uma longa vida, independentemente das mudanças" políticas que possam acontecer em cada país envolvido.

Idrissov destacou que a luta contra o terrorismo está "no topo da agenda global" e também deve ser uma prioridade do novo mecanismo de cooperação, assim como a "facilitação do comércio inter-regional" e o "desenvolvimento das relações" dentro e fora da região.

O chanceler do Cazaquistão afirmou ainda que os quatro projetos lançados hoje podem ser uma "prova de fogo para a capacidade" dos seis países "de trabalhar juntos".

Por sua vez, Kerry garantiu que essas prioridades não evitarão que os EUA continuem o diálogo com esses países sobre assuntos que consideram preocupantes, como "a necessidade de transparência e prestação de contas do governo e a importância de direitos humanos básicos como a liberdade de religião, expressão e associação".

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