Há menos países com pena de morte, porém mais execuções, diz ONG italiana

Roma, 3 ago (EFE).- O número de países que permitem a pena de morte diminuiu em 2015 enquanto as execuções aumentaram e foram especialmente frequentas na Ásia, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira pela associação italiana "Nessuno Tocchi Caino" (NTC).

O documento ressalta "a evolução positiva rumo à abolição" da pena de morte no mundo detectada nos últimos 15 anos, uma tendência que foi confirmada no ano passado e nos primeiros seis meses de 2016, segundo o NTC.

Os países que aboliram esta prática são 160: 104 são totalmente abolicionistas, seis a impedem para crimes comuns, em outros seis existe uma moratória e 44 são "abolicionistas de fato" e não aplicam a pena capital há mais de uma década.

Os países que mantêm em sua legislação a pena de morte "diminuíram progressivamente" nos últimos dez anos, já que em 2005 eram 54 e em 30 de junho de 2016 chegavam a 38.

As nações que aplicaram na prática execuções capitais em 2015 foram 25 em 2015, enquanto em 2014 foram 22 e em 2005 28.

Durante o ano passado, as execuções aumentaram até as 4.040, enquanto foram pelo menos 3.576 as registradas em 2014.

A organização afirmou que isto se deve ao aumento registrado em países como Irã, Paquistão e Arábia Saudita e, neste último país, denunciou um auge das decapitações por causa da coroação do rei Salman em janeiro de 2015.

Por regiões, enquanto a Ásia é onde é realizada "a prática total" das execuções, América e Europa despontam como dois continentes livres de pena de morte, mas ambos com uma exceção: Estados Unidos e Belarus.

Os Estados Unidos realizaram em 2015 um total de 28 execuções e nos primeiros seis meses do ano foram registradas 14.

O NTC ressaltou a situação dos países do Caribe já que, apesar de que em alguns ainda ser permitida esta prática, como é o caso da Guatemala, em muitos não foram pedidas novas penas e os corredores da morte (onde os condenados esperam a execução da sentença) estavam vazios no final de 2015.

No caso europeu, a organização destacou Belarus, um país que em 2015 não registrou nenhuma pena capital mas que, no entanto, em 2016 houve um caso.

Neste sentido, o NTC aplaudiu o fato de que na Rússia esteja sendo respeitada uma moratória sobre as execuções.

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