Presidente da Tunísia nomeia jovem político como novo primeiro-ministro

Cartago (Tunísia), 3 ago (EFE).- O presidente de Tunísia, Beji Caid Essebsi, nomeou nesta quarta-feira o jovem político Youssef Chahed, seu parente distante e que até agora exercia o cargo de ministro de Assuntos Locais, como o novo primeiro-ministro do país.

Em cerimônia oficial realizada no palácio presidencial de Cartago, Essebsi encarregou a Chahed a formação de um governo de união nacional.

A Assembleia de Representantes do Povo (ARP) não renovou no último domingo seu voto de confiança ao já ex-primeiro-ministro Habib Essid, por isso o presidente se viu obrigado a designar um substituto para o cargo.

O novo primeiro-ministro deverá formar governo em um prazo limite de 30 dias. Até lá, o Executivo em fim de mandato se encarregará de tramitar os assuntos do país.

Aos seus 41 anos, Chahed é o político mais jovem na história da Tunísia a chegar ao cargo de primeiro-ministro.

Em suas primeiras declarações, o novo primeiro-ministro expressou seu desejo de que em seu governo estejam representados "o máximo de partidos políticos e de personalidades" da Tunísia.

O novo chefe de governo é engenheiro agrônomo, especialista na gestão de crises alimentares, e com experiência nas universidades de Tóquio e São Paulo (USP), além de fundações internacionais.

Sua designação levantou polêmica em alguns setores da esquerda e entre o grupo de críticos do partido Nidá-Tunis, ao qual ele pertence e que venceu as eleições legislativas e presidenciais de 2014, pelos vínculos familiares "distantes" que o unem com o presidente do país, que foi acusado de "nepotismo".

Chahed é sobrinho do genro do atual chefe de Estado, segundo afirmaram deputados de esquerda aos veículos de imprensa.

O novo governo que será formado por ele deverá obter a aprovação do parlamento, com o apoio de uma maioria simples de 109 deputados sobre um total de 218.

A Tunísia está imersa em uma grave crise econômica, social e de segurança desde os graves atentados terroristas em 2015, que tiveram impacto especial sobre o turismo e os investimentos, e obrigaram a declaração do estado de emergência que ainda está vigente.

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