Radicalização de um dos terroristas da Normandia aumentou na prisão

Paris, 3 ago (EFE).- A radicalização de um dos dois terroristas que em 26 de julho atacaram uma igreja da Normandia e assassinaram o sacerdote aumentou na prisão, informou nesta quarta-feira a emissora francesa "RMC".

Adel Kermiche, de 19 anos, passou cerca de um ano em detenção provisória, entre maio de 2015 e março de 2016, em Fleury-Mérogis, um dos maiores centros penitenciários da Europa, nos arredores de Paris, onde estão presos vários franceses que voltaram da Síria e muito radicais.

O jovem, posto em liberdade em 22 de março, foi parar na prisão após ser detido por ter tentado ir à Síria em duas ocasiões para fazer a "guerra santa" (jihad).

Mas foi na prisão, segundo a "RMC", onde acabou de tomar forma sua ideologia jihadista, alimentada por seu companheiro de cela e pelas doutrinas que seguiu de um predicador mauritano muito conhecido no entorno jihadista, e com quem chegou a falar em várias ocasiões.

As mensagens que enviou através do aplicativo de mensagem instantânea Telegram, utilizando a comunicação codificada, deixam entender que Kermiche considerava um "sábio" esse predicador e que o via também como um guia de seu companheiro, um homem de 32 anos com o qual compartilhou cela a partir de novembro.

O Telegram foi também o aplicativo através do qual Kermiche conheceu o segundo jihadista da igreja, Abdel Malik Petitjean, só quatro dias antes desse ataque.

Os dois foram mortos pela polícia após terem assassinado um sacerdote que oficiava uma missa na paróquia de Saint-Étienne-du-Rouvray, nos arredores da cidade de Rouen, e de ferir gravemente um fiel -também octogenário- que acompanhava a missa.

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