Campanha de Trump insiste em unidade e destaca recorde de arredacação

Washington, 4 ago (EFE).- A campanha do candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump, insistiu nesta quinta-feira na unidade que existe em torno do magnata, apesar dos desencontros de fundos e doações alcançadas em julho.

"O apoio ao senhor Trump está aí", defendeu hoje seu chefe de campanha, Paul Manafort, em uma entrevista à emissora "ABC" na qual ressaltou que ontem, em pleno mês de agosto, o candidato congregou milhares de pessoas nos comícios na Flórida.

Durante esses comícios, o próprio Trump garantiu que sua campanha está "mais unida do que nunca" e que estão fazendo de uma forma "incrível".

Pela primeira vez neste ciclo eleitoral, Trump conseguiu em julho se aproximar dos números de arrecadação da candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, graças sobretudo ao aumento das pequenas doações.

Segundo divulgou nesta quarta-feira a campanha do magnata, em julho foram obtidos US$ 80 milhões frente aos US$ 90 milhões de Hillary.

Desde quarta-feira, tanto Trump como seus colaboradores mais próximos estão negando que a campanha esteja em crise ou imersa no caos, perante as informações sobre o aumento da frustração e do enfado entre muitos líderes republicanos por causa das atitudes erráticas e imprevisíveis do magnata.

Vários veículos de imprensa disseram que altos funcionários do partido estão explorando inclusive como substituir Trump se o magnata renunciar à candidatura presidencial, um processo contemplado nas regras do Comitê Nacional Republicano (RNC) e que estaria em mãos dos 168 membros desse organização.

No entanto, não existe nenhum mecanismo para forçar o candidato a renunciar à indicação e até agora Trump não deu nenhum sinal de que esteja pensando em deixar a carreira pela Casa Branca.

Trump protagonizou sucessivas polêmicas desde o início de sua campanha, em junho de 2015.

Mas seu enfrentamento com os pais muçulmanos de um soldado americano morto no Iraque e sua recusa a respaldar o presidente da câmara Baixa, Paul Ryan, que enfrenta eleições primárias em seu estado neste mês para renovar sua cadeira, esgotaram a paciência de vários líderes do partido.

Estas últimas mudanças de tom podem ter prejudicado Trump, cujo apoio está 39% contra 49% de Hillary na última pesquisa em nível nacional realizada pela rede Fox e divulgado nesta quarta-feira.

Segundo outras pesquisas divulgadas nas últimas horas, Hillary também lidera com vantagem nos estados-chave da Pensilvânia (11 pontos acima de Trump), New Hampshire (15 pontos) e Michigan (9 pontos).

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