ONU revela que 44 centros médicos foram atacados na Síria em um mês

Genebra, 4 ago (EFE).- A ONU afirmou nesta quinta-feira que 44 hospitais, clínicas e outras instalações médicas foram atacados na Síria no mês de julho, uma nova amostra do forte agravamento do conflito e da situação humanitária no país.

Perante essa situação, a prioridade é que os países que têm influência nas partes beligerantes -em particular Estados Unidos, que respalda as forças rebeldes, assim como a Rússia e o Irã, que apoiam o regime- ajudem que seja respeitado "um mínimo" do direito internacional humanitário, disse o representante da ONU Jan Egeland.

Segundo Egeland, depende das forças governamentais e grupos rebeldes, assim como da influência que certos governos podem exercer sobre eles, "que possamos levar ajuda (aos civis) sem ser atacados".

Aleppo, onde estão presos mais de 300 mil civis e o assédio militar interrompeu a entrada de qualquer ajuda, é o local com a situação mais crítica e onde as provisões são mais urgentes.

"Nós estamos prontos, ansiosos e em condições de entrar se houver pausas nos combates", garantiu Egeland, responsável por coordenar o envio de ajuda às zonas assediadas e de difícil acesso na Síria.

Egeland também lamentou que uma série de acordos locais -entre forças governamentais e grupos rebeldes- alcançados em quatro cidades (Fua, Kafraya, Zabadani e Madaya) tenham "deixado de funcionar" e lembrou que as últimas provisões a algum desses lugares entraram no final de abril.

"O povo sangra até a morte por falta de atendimento e estamos perto da crise de fome" nessas locais, advertiu.

Os últimos comboios de ajuda a Aleppo entraram em junho.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos